quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Linha Oeste do Metrofor: Estação de trem de Caucaia completa um século

11/10/2017 - Metrofor

A estação de trem de Caucaia, inserida na Linha Oeste do Metrofor, completa 100 de inauguração nesta quinta-feira. A unidade foi inaugurada em 12 de outubro de 1917, em uma solenidade de reuniu comunidade, políticos e religiosos. Mapa da rede ferroviária do Ceará desenhado em 1926 registra a data de inauguração da estação Caucaia. O documento, consultado pela Assessoria de Comunicação do Metrofor, é propriedade da Associação dos Engenheiros da Rede Viação Cearense. 

A história da rede ferroviária do Ceará é objeto de estudo do pesquisador José Hamilton Pereira, engenheiro aposentado da antiga Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). “A estação de Caucaia foi construída pela Rede de Viação Cearense, empresa de propriedade da administração federal. As pessoas se vestiam muito bem, colocavam a melhor roupa, só para ir ver o trem passar. Muitos estudantes utilizavam esse meio de transporte para se locomover dos interiores para Fortaleza”, conta Hamilton, que é um dos autores do livro Estradas de Ferro no Ceará, escrito em parceria com Francisco de Assis Silva de Lima. 

Outro pesquisador, Francisco Antônio Cavalcante de Menezes, conhecido como Padre Tula, explica que, no dia de sua inauguração, a estação de Caucaia foi benzida pelo vigário da paróquia Nossa Senhora dos Prazeres. “A estação foi inaugurada no mesmo ano da aparição de Fátima, além de ter sido inaugurada na data de Nossa Senhora Aparecida, então, houve uma grande procissão saindo da igreja matriz e terminando na estação”, explica o Padre Tula, que é historiador e sociólogo. 

Segundo ele, em 1917, Caucaia chama-se Soure e, por isso, esse foi o nome dado à estação. A pesquisa de Padre Rula também registra que estavam presentes na inauguração o então prefeito de Soure, Fausto Dário Sales, além de todos os seis vereadores que compunham a câmara municipal. Segundo Hamilton, a estação Soure foi inaugurada como parte da antiga Linha Norte, ramal que interligava as duas principais ferrovias do Ceará no início do século passado: a Estrada de Ferro de Baturité e a Estrada de Ferro de Sobral. 

Também completam aniversário de inauguração, nesta quinta-feira, a estações Antônio Bezerra e Álvaro Weyne, também da Linha Oeste. Inaugurada com o nome de Barro Vermelho, a estação Antônio Bezerra foi inaugurada na mesma data da estação Caucaia, e também completa 100 anos de inauguração. E a estação Álvaro Weyne, inaugurada em 12 de outubro de 1926, completa 91 anos. As duas passaram por reconstruções ao longo da história. A estação de trem de Caucaia é a única no sistema metroferroviário que preserva a construção original do início do século XX. 

Atualmente, a estação transporta passageiros de 5h30 às 20h30, de segunda-feira a sábado, e opera com Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Com cerca de 26 mil embarques por mês, é uma das estações mais movimentadas de toda a Linha Oeste – perdendo apenas para a Moura Brasil, no centro de Fortaleza, que recebe cerca de 30 mil passageiros por mês.



Metrofor recebe licença ambiental para conclusão de obras da estação Padre Cícero

16/10/2017 - Metrofor

O Metrô de Fortaleza recebeu da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMACE)? licença ambiental para a continuidade das obras da Estação Padre Cícero, na avenida José Bastos. Esta que será 20º estação da Linha Sul do Metrô de Fortaleza será licitada no próximo dia 18 de outubro, às 9h, no Palácio Iracema, localizado no Centro Administrativo Bárbara de Alencar. A licença ambiental n° 222/2017 foi emitida no último dia 30 de agosto. 

Na licitação, empresas interessadas em executar as obras poderão apresentar suas propostas, considerando o teto de R$ 8.325.017,48, que inclui a conclusão da Padre Cícero e instalação de equipamentos de lazer em terreno da estação Juscelino Kubitschek. Os recursos são oriundos do tesouro estadual e de financiamento com a Caixa Econômica Federal. O contrato será feito pela Cia Cearense de Transportes Metropolitanos. 

A estação Padre Cícero está com cerca de metade das obras realizada, e fica localizada na Avenida José Bastos, entre as estações Benfica e Porangabussu, no bairro Damas, na altura do campo do Ceará. Através do contrato para término do projeto, serão construídas duas passarelas laterais, criando acessos para a estação nos dois lados da via férrea. Com isso, os pedestres que estão na Rua José Bastos ou na Avenida José Bastos terão passagem para a estação. 

As duas passarelas serão integradas, e funcionarão definitivamente como travessia sobre a via férrea. O prazo para a conclusão da estação é de 12 meses após assinatura da ordem de serviço. A nova estação criará mais uma opção de embarque e desembarque ao longo dos 24,1 km da via férrea, melhorando a mobilidade em Fortaleza e Região Metropolitana. 

Academia e quadra poliesportiva 

Além da continuação das obras da estação Padre Cícero, a licença ambiental nº 222/2017 contempla também a construção da quadra poliesportiva e academia ao ar livre no terreno ao lado da estação Juscelino Kubitschek, no bairro Demócrito Rocha. Anunciados pelo governador Camilo Santana durante o evento de inauguração da estação, em maio, os equipamentos de lazer terão uma área total de 2.025 metros quadrados. Além da academia e quadra poliesportiva, serão construídos 21 assentos de concreto e implantados 346 metros quadrados de jardim. Árvores e arbustos ornamentais como Cássia Javanesa, Pau Branco e Ixoria ajudarão no conforto térmico e na beleza da praça.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Novela sobre metrô de Fortaleza vai parar no STJ

10/10/2017 - O Globo

por Juliana Braga

Jarbas Oliveira
Jarbas Oliveira | Agência O Globo

Chegou às mãos do ministro Gurgel de Faria, do STJ, o imbróglio em torno da ampliação do metrô de Fortaleza. A Cetenco, construtora paulista que deixou a obra depois de 6 meses sem receber, cobra na Justiça os R$ 40 milhões que gastou no empreendimento.

O governo do Ceará criou um novo consórcio para tocar a obra e não quer pagar os atrasados. A construtora pede que seja respeitada a ordem cronológica dos pagamentos - primeiro deve-se quitar o passivo atrasado antes de pagar qualquer coisa ao novo consórcio.

O caso foi distribuído para Gurgel de Faria na quinta-feira e ele já solicitou parecer do Ministério Público Federal sobre o caso. A obra, orçada em R$ 2,3 bilhões, está parada desde fevereiro de 2015 e avançou apenas 1%. É a maior licitação pública em andamento no país.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Metrofor: em fase de melhorias operacionais, Linha Sul registra crescimento de fluxo de passageiros

05/10/2017 - Assessoria de Comunicação da Cia Cearense de Transportes Metropolitanos 

Pedro Alves 

Tiago Stille - Foto
Repetindo a tendência de anos anteriores, a Linha Sul do Metrô de Fortaleza registrou crescimento no número de passageiros nos dois primeiros quadrimestres deste ano.

Repetindo a tendência de anos anteriores, a Linha Sul do Metrô de Fortaleza registrou crescimento no número de passageiros nos dois primeiros quadrimestres deste ano.

Repetindo a tendência de anos anteriores, a Linha Sul do Metrô de Fortaleza registrou crescimento no número de passageiros nos dois primeiros quadrimestres deste ano. Considerando de janeiro a agosto de 2017, o crescimento foi de 9%, saindo de 3.060.032 passageiros em 2016, para 3.915.658 pessoas transportadas no mesmo período deste ano. No ano passado, a Linha Sul teve fluxo de passageiros 17% maior em relação ao período de janeiro a dezembro de 2015.

“Com o crescimento dos investimentos em equipamentos e sistemas, há uma sensível melhora operacional do metrô, consolidando-o como uma opção de transporte rápida, acessível, segura, confortável e competitiva no preço. Com a redução dos intervalos entre os trens e a consequente facilidade de integração com os ônibus, nós teremos ampliadas as opções de mobilidade na Região Metropolitana de Fortaleza”, avalia o diretor-presidente do Metrofor, Eduardo Hotz.

Desde 2015, a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos realiza projetos que já resultaram em benefícios para os usuários. Somente neste ano, o horário de atendimento passou por duas ampliações e hoje a Linha Sul atende de 5h30 até 21h – e a meta é alcançar operação até 23h30. O intervalo entre os trens, em todas as estações, foi reduzido de 20 para 17 minutos, e a oferta de trens à população aumentou, com a inserção de mais dois trens elétricos na frota operacional, totalizando, agora, cinco composições, o que resulta em maior conforto nas viagens.

Além disso, o sistema de bilhetagem eletrônica é uma realidade, e os pagantes de passagem inteira e meia passagem já desfrutam dos benefícios do Cartão do Metrofor. Também foram contratados 148 novos profissionais para reforçar o funcionamento da Sul e possibilitar a operação do Ramal Parangaba-Mucuripe, que começou neste ano o atendimento com passageiros. Desde 25 de julho até hoje, mais de 30 mil pessoas já utilizaram o Ramal, que opera em horários e trechos restritos, de segunda a sábado, de 6h às 12h, entre as estações Borges de Melo e Parangaba, compreendendo 5km de operação assistida, com embarque gratuito. Desde 2/10, a operação assistida passou a contar com dois Veículo Leve sobre Trilhos (VLTs), e passou a utilizar as duas vias da linha, ampliando a capacidade de transporte do modal.

A tendência é que, com o avanço das obras e a ampliação da Operação, os dois sistemas – Linha Sul e Parangaba-Mucuripe – registrem crescimento de passageiros, devido à integração física entre eles, na Parangaba. Devido á esta integração, as possibilidades de deslocamentos dos passageiros aumentam, tanto para quem embarca na Linha Sul, como para quem acessa o Ramal Parangaba-Mucuripe. Com isso, as duas linhas passam a ampliar suas áreas de atendimento.

Automatização
Para os próximos meses, a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos planeja novas reduções no tempo de espera pelo metrô. Isso será possível com a implantação do Sistema de Sinalização e Controle, que está em fase avançada de implantação.

Este módulo é constituído por um conjunto de equipamentos e softwares que controlarão automaticamente diversos parâmetros operacionais, como velocidade, distância entre os trens e a programação de paradas e partidas nas estações. Seu funcionamento vai automatizar a operação da Linha Sul. A previsão é de que esse sistema comece a operar ainda no primeiro semestre de 2018, possibilitando redução do intervalo entre os trens.

Serviço

Linha Sul do Metrô de Fortaleza
Segunda a sábado, de 5h30 às 21h
R$ 3,20 (inteira) | R$ 1,60 (meia)
24,1 Km de extensão
Atende Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estado já trabalha concessões para Aracati e Jeri

03/08/2017 - Diário do Nordeste

Edital relativo ao VLT e à Linha Sul do Metrofor está em análise no TCE, que será concluída até setembro deste ano

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No Fórum de Negócios do Ibef-CE, realizado na noite de ontem, Maia Júnior tratou das concessões e do plano estratégico Ceará 2050 ( Foto: Helene Santos )

Dentre os ativos que o governo do Estado irá conceder à iniciativa privada, devem sair na frente equipamentos como o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e Linha Sul do Metrô de Fortaleza (Metrofor), além do Centro de Eventos do Ceará (CEC). Paralelamente, o Estado já se mobiliza para conceder outros equipamentos. Os próximos da lista incluem dois terminais aeroportuários regionais no Ceará.

"Estamos trabalhando os editais para os aeroportos de Aracati e Jericoacoara", disse ontem o titular da Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), Maia Júnior. O secretário, que palestrou ontem à noite durante a segunda edição deste ano do Fórum de Negócios do Instituto Brasileiro de Finanças do Ceará (IBEF-CE), no Hotel Gran Marquise, não falou em previsões de quando os certames relativos aos dois aeroportos serão lançados.

O edital do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) relativo ao VLT e à Linha Sul do Metrofor foi enviado para análise pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) na semana passada. O prazo para que o órgão finalize essa etapa é 30 dias. Depois disso, o edital será lançado. "A informação que temos é que a analise está fluindo bem", destacou Maia Júnior.

O PMI irá selecionar qual empresa irá realizar estudos para a modelagem da concessão dos dois equipamentos. Depois, será lançado outro certame para realizar a concessão do VLT e da Linha Sul à iniciativa privada.

No caso do Centro de Eventos, o edital para a concessão ainda será enviado para apreciação do Tribunal de Contas do Estado. "Já era para ter ido nesta semana, mas o secretário Arialdo Pinho (Turismo) viajou, e estamos aguardando a liberação da Setur para os últimos ajustes", disse o titular da Seplag.

O secretário ainda disse que está "trabalhando para lançar o edital de alguns imóveis que o Estado tem até o fim deste ano", referindo-se à concessão de terrenos. O secretário já havia destacado alguns deles, como os da Cavalaria, do Centro de Convenções e da Expoece.

"Até o fim do ano, queremos concluir os trabalhos das placas solares", acrescentou Maia Júnior, referindo-se a terrenos do Eixão das Águas e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) para a instalação dos equipamentos de energia.

Evento

No Fórum de Negócios do Ibef-CE, Maia Júnior tratou das concessões e do plano estratégico Ceará 2050. "O objetivo é trazer esclarecimentos para as pessoas, para a sociedade, para empresários, acerca dos movimentos que têm sido feitos no governo", disse o presidente do Ibef-CE, Raul dos Santos. "O secretário veio apresentar para gente quais são as oportunidades de negócios", acrescentou.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Usuários aprovam testes do VLT

02/08/2017 - Diário do Nordeste
  
O trecho possui 5Km de extensão e as movimentações que seguem da primeira até a última estação estão durando, em média, 15 minutos ( Foto: Natinho Rodrigues )

Após uma semana do início da operação assistida do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), parte dos usuários já toma o modal como um meio de transporte consolidado e necessário para o deslocamento diário. Apesar de anos de espera - devido a promessa de entrega para 2014 - alguns passageiros avaliam positivamente o serviço prestado no trecho 2, que liga as estações Borges de Melo e Parangaba.

Inaugurado na última terça-feira (25), a operação é uma fase de testes que permite os ajustes finais do equipamento, e de ambientação, por parte dos usuários. O serviço prestado - disponível gratuitamente para a população, por enquanto - também servirá para mensurar o valor o qual o bilhete custará. O modal funciona de segunda a sexta, das 6 às 12 da manhã.

O trecho possui cinco quilômetros de extensão e as movimentações que seguem da primeira até a última estação estão durando, em média, 15 minutos, contando com o tempo levado para embarque e desembarque dos passageiros. No total, o trecho 2 compreende as estações da Borges de Melo, Vila União, Montese e Parangaba.

Integração

Quem está presente na última estação citada, também pode usufruir da integração entre os transportes. Os passageiros que usam o VLT também têm acesso à estação Sul do metrô e ao terminal de ônibus urbano.

A dona de casa Raimunda Santana, 55, que chegou à estação após sair do Terminal da Parangaba, destacou que o tempo de duração é uma das principais vantagens. "O VLT facilita o deslocamento porque é rápido, além de ser equipado com ar-condicionado e aparentar ser mais seguro. Se continuar assim, será ótimo para a população", diz. Já José Maria Saraiva, 46, encontrou a integração entre o ônibus e VLT como uma alternativa ao veículo particular. Para ele, o serviço prestado é de boa qualidade; entretanto, ressaltou que ficará melhor com a disponibilização de mais um trem. "Como só tem uma máquina funcionando, às vezes demora meia hora para o transporte chegar, mas, no geral, está tudo tranquilo", afirma.

Durante o anúncio da operação assistida, foi pontuado que a fase de testes contariam com três trens, sendo dois em circulação e um na reserva. No entanto, apenas um dos transportes está em atividades, enquanto o segundo continua estacionado na estação Borges de Melo. Conforme nota da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), "como a obra ainda está em fase de conclusão, apenas uma via está em funcionamento, tornando possível a circulação apenas de um trem".

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Em Brasília, Camilo tenta liberação de recursos para a Linha Leste do Metrô de Fortaleza

26/07/2017 - Diário do Nordeste

Governador se reuniu nesta quarta-feira (26) com o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, para tratar sobre a retomada das obras do equipamento

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Iniciadas em novembro de 2013, as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza foram paralisadas no início de 2015 ( Foto: Cid Barbosa )

Paralisadas desde o início de 2015, as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza foram a pauta de uma reunião realizada nesta quinta-feira (26), em Brasília, entre o governador do Ceará, Camilo Santana, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro. O gestor estadual tenta junto à instituição financeira a liberação de recursos para a retomada das obras, que, com os seguidos atrasos que enfrenta, só deve ser concluída em 2019.

Para tocar a obra, iniciada em novembro de 2013, o Estado tem um financiamento de R$ 1 bilhão aprovado junto ao banco, mas aguarda a liberação dos recursos para a retomada dos trabalhos. Em fevereiro último, Camilo já havia se reunido com a então presidente do BNDES, Maria Sílvia Bastos, para tratar sobre o assunto, mas, até o momento, os recursos não foram liberados.

“O presidente (Paulo Rabello) se mostrou muito receptivo ao nosso pleito e se dispôs a colocar essa liberação dos recursos como prioridade e como objetivo para o banco”, afirmou o governador, após a reunião. "Já conversei com a bancada cearense, com os senadores, para que possamos fazer um apelo para o governo federal liberar esses recursos", complementou.

A obra

A Linha Leste da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) recebe recursos do programa Mobilidade Grandes Cidades, do governo federal, de cerca de R$ 1 bilhão; e financiamento do BNDES, também de R$ 1 bilhão, aproximadamente. A contrapartida do Governo do Ceará é de R$ 259,22 milhões. Cerca de R$ 50 milhões já foram investidos na obra.

Iniciadas em novembro de 2013, as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza foram paralisadas no início de 2015 por conta da reformulação societária articulada pelo consórcio. A expectativa inicial era que parte do equipamento fosse entregue em 2014, o que não ocorreu, sendo a nova data de conclusão prevista para 2019.

Quando concluída, a Linha Leste do Metrô de Fortaleza terá 13,2 km de extensão, sendo 12,4 km subterrâneos e 0,8 km em superfície, ligando o Bairro Tirol, passando pelo Centro até o Bairro Edson Queiroz. A linha, que está sendo implantada pelo Governo do Estado, por meio da Seinfra, tem previsão de atender cerca de 400 mil usuários por dia, quando integrado aos demais modais de transporte.

terça-feira, 25 de julho de 2017

VLT de Fortaleza inicia operação assistida nesta terça com viagens grátis

24/07/2017 - G1 CE

Trecho faz parte do Ramal Parangaba/Mucuripe que se integrará com as linhas Sul e Leste e, indiretamente, com a Linha Oeste, cruzando 22 bairros.

Estação Parangaba do VLT (Foto: Seinfra/Divulgação)
Estação Parangaba do VLT (Foto: Seinfra/Divulgação) 

A Operação Assistida do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no trecho das estações Borges de Melo a Parangaba terá início nesta terça-feira (25). De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), o trecho faz parte do Ramal Parangaba/Mucuripe que se integrará com as linhas Sul e Leste e, indiretamente, com a Linha Oeste, cruzando 22 bairros.

São 13 km de via dupla, sendo 1,5 km de via elevada e 10 estações. Quando concluído, a demanda prevista é de 90.000 passageiros por dia.

O governador do Ceará, Camilo Santana, dará início à utilização do sistema, com saída prevista para 8h30min da Estação Borges de Melo, perfazendo o trajeto entre as estações Borges de Melo, Vila União, Montese e terminando em Parangaba.

Por se tratar de uma Operação Assistida, não haverá cobrança de passagem nesta fase. O sistema funcionará, no período, entre as 8h e 12h, de segunda a sexta-feira.

O trecho em Operação Assistida tem cinco quilômetros de extensão, compreende quatro estações e vai ligar a Parangaba ao Bairro de Fátima, passando pela Vila União, Itaoca e Montese. Para a operação, serão utilizados três trens – dois na via e um de reserva. Neste primeiro momento o VLT se integrará com o Metrô de Fortaleza e transporte rodoviário urbando, através da estação da Linha Sul e terminal, ambos no bairro Parangaba.

O início da Operação Assistida representa um avanço nas obras do trecho 2 (Parangaba – Borges de Melo) do VLT, que operava em fase experimental, sem passageiros, desde setembro do ano passado. Com 96% de execução, o trecho já está em fase de conclusão.

Além do trecho 2, as obras seguem no trecho 1, que corresponde à passagem inferior da Borges de Melo e já alcança cerca de 70% execução, com entrega prevista para setembro deste ano. Já no trecho 3, que fica entre as estações Borges de Melo e Iate, as obras vão passar por nova licitação nos dias 17 e 18 de agosto, para acelerar a conclusão.

Atrasos e paralisações nas obras

O VLT estava previsto inicialmente para ser inaugurado em 2014, a tempo de ser usado na Copa do Mundo, mas sofreu uma série de atrasos, e o então governador do Ceará, Cid Gomes, rompeu o contrato com a empresa responsável.

Foram iniciado um novo processo de licitação para contratar uma nova empresa, que concluiu a obra do VLT com três anos de atrasos.


domingo, 23 de julho de 2017

Metrofor estabelece prazo para troca de bilhetes de papel por cartão eletrônico

22/07/2017 - Diário do Nordeste

Para fazer a mudança, é necessário levar os bilhetes para entrega, CPF e um documento de identificação com foto.

Metrô
Desde o dia 19 de julho as estações da Linha Sul não recebem mais bilhetes de papel para pagamento de passagem inteira. ( Foto: Divulgação )

Usuários do metrô de Fortaleza que ainda possuem bilhetes de papel terão prazo de 24 a 31 de julho para trocar os antigos bilhetes pelo cartão eletrônico. O procedimento para troca será feito na sede da Cia Cearense de Transportes Metropolitanos, de 8h às 12h e de 13h às 17h. Para fazer a transição, é necessário levar os bilhetes para entrega, CPF e um documento de identificação com foto. A empresa receberá os bilhetes e o cidadão assinará um Termo de Devolução, declarando a legalidade dos bilhetes e a quantidade exata de passagens devolvidas.

Os bilhetes serão analisados verificando-se a originalidade, ponto de venda e suas condições físicas. Após isso, os cartões eletrônicos serão entregues aos cidadãos que devolveram bilhetes inteiros, originais e comprados nas bilheterias do metrô. Bilhetes identificados como falsos ou adquiridos fora das estações do metrô serão rejeitados.

Período de Espera

Poderá ser trocada qualquer quantidade de bilhetes e não serão cobradas taxas ou quaisquer valores pela troca ou aquisição do cartão. A assessoria de comunicação da empresa esclareceu que durante o período de espera para receber o cartão eletrônico com os créditos, os passageiros terão que comprar passagens normalmente. 

Finalizado o período de devoluções, os cidadãos interessados devem aguardar a divulgação do prazo para a entrega dos cartões. O comunicado será feito nos trens, estações, site e Facebook da Cia Cearense de Transportes Metropolitanos.

Estudantes e Idosos

Desde o dia 19 de julho as estações da Linha Sul não recebem mais bilhetes de papel para pagamento de passagem inteira. Temporariamente, estudantes e idosos com direito a gratuidade continuam utilizando os bilhetes de papel, mas, segundo nota divulgada pela empresa, a logística para o cadastramento, as regras e os prazos estão em fase de desenvolvimento e serão apresentados posteriormente.

Serviço:

Troca de bilhetes de papel por cartão do Metrofor com créditos
Data:  24 a 31 de julho
Horário:  8h às 12h e de 13h às 17h
Local: Sede do Metrofor, acesso pela Rua 24 de Maio, nº 60, ao lado da Biblioteca Pública e da Estação João Felipe (Praça da Estação – Centro de Fortaleza)
O que levar: bilhetes a serem trocados, documento de identidade com foto e CPF.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Nova licitação vai acelerar obra do VLT Parangaba-Mucuripe

14/07/2017 - Ceará Agora

A Secretaria da Infraestrutura do Estado – SEINFRA vai fazer uma nova licitação para finalizar o trecho 3 (entre as avenidas Borges de Melo e Abolição) da obra de implantação do ramal Parangaba-Mucuripe, do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, que será operado pelo Metrofor. O novo certame será necessário, por conta do distrato com o consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S.A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda. 

A rescisão se fez necessária por conta do descumprimento do contrato por parte do consórcio construtor, apesar do esforço do Governo do Estado no sentido de dar celeridade aos trabalhos. A dissolução do contrato (Distrato) está prevista na Lei de Licitações (Lei n.º 8.666 de 21 de junho de 1993) e está publicada no Diário Oficial do Estado – DOE desta quinta-feira (13). 

O distrato não representa paralisação total nas obras do trecho 3. A SEINFRA manterá movimentação no trecho, principalmente com a sequência da instalação de gradis e demolições, além dos trabalhos de remoção de imóveis da faixa de domínio e remanejamento de redes das concessionárias de serviços públicos. As obras nos trechos 1 e 2 continuam normalmente. 

Avanços na obra 

Desde a retomada da obra do ramal Parangaba-Mucuripe, em 2015, o objetivo do Governo do Ceará tem sido colocar o VLT pra funcionar, ligando pontos de forma contínua, favorecendo o deslocamento da população. O trecho 1 representa a passagem inferior da Borges de Melo, que já alcança cerca de 70% de obra concluída, com entrega prevista para setembro deste ano. 

O trecho 2, que liga as estações Parangaba e Borges de Melo, já está praticamente pronto, com 96% de execução. Esse trecho já está em operação experimental e, em breve (25/07) vai começar com a operação assistida, com o transporte de passageiros de forma gratuita. No trecho 3, as obras também tiveram avanços significativos e em locais de difícil acesso como a comunidade Aldaci Brabosa, no Bairro de Fátima e na área do Lagamar. 

A implantação do VLT Parangaba-Mucuripe é uma obra que demanda um número significativo de remoções. Hoje a maior parte delas se concentra no trecho 3, em bairros como Mucuripe, Varjota e Dionísio Torres. O Governo sempre se preocupou em fazer todo o processo da melhor forma possível, inclusive criando uma lei própria que baliza as negociações e define os direitos das famílias removidas. Dar continuidade a esse processo, de forma célere e justa também está sendo um dos focos do Governo neste empreendimento. Prova disso é que, apenas de fevereiro a junho de 2017, foram empregados cerca de R$ 20 milhões em indenizações e pagamento de aluguel social. 

Saiba mais 

Quando finalizado, o VLT terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão, serão 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetro de trechos elevados. O Ramal atravessará 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90.000 passageiros por dia.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Passageiros do metrô de Fortaleza passam a usar bilhetes recarregáveis

12/07/2017 - G1 CE

Cartões estão disponíveis gratuitamente aos usuários que comprarem a partir de duas passagens de uma só vez.

Metrô de Fortaleza passa a utilizar sistema de cartões recarregáveis. (Foto: André Teixeira/G1)
Metrô de Fortaleza passa a utilizar sistema de cartões recarregáveis. (Foto: André Teixeira/G1)

Os passageiros da linha sul do metrô de Fortaleza têm agora a possibilidade de comprar passagens em cartões recarregáveis, utilizando o cartão do Metrofor, inserindo qualquer quantia em créditos. A medida busca diminuir o tempo de utilização do modal, já que dispensa a ida à bilheteria todas as vezes que o serviço for utilizado.

Desde a segunda-feira (10) os cartões recarregáveis entraram em circulação. Antes disso eram distribuídos cartões com passagem única, que não possibilitava a recarga e eram recolhidos pela catraca no ato de acesso à plataforma.

O novo cartão recarregável será entregue aos usuários que solicitarem a partir de duas passagens e permanecerá de posse do passageiro depois de passar pela catraca. Aqueles que adquirirem apenas um bilhete continuarão recebendo o tíquete único, recolhido pela catraca eletrônica.

Utilização

A distribuição do cartão recarregável é gratuita, necessitando apenas que o usuário compre duas ou mais passagens e solicite qualquer valor em crédito, a partir de R$ 3,20. A cada embarque realizado, o valor da passagem inteira (R$ 3,20) será debitado do cartão. Caso a quantia em créditos no cartão seja menor que o valor da passagem, é necessário fazer uma nova recarga. Cada recarga tem validade de seis meses.

A princípio, o sistema de bilhetagem eletrônica opera somente para os pagantes das passagens inteiras. A assessoria de imprensa do Metrofor informa que ajustes técnicos estão sendo concluídos para que o cartão do Metrofor seja disponibilizado aos idosos (gratuidade) e aos estudantes (meia passagem). Por enquanto, esses passageiros devem continuar utilizando o bilhete de papel.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Operação assistida do VLT tem data definida

22/06/2017 - Diário do Nordeste

Segundo a Secretaria da Infraestrutura, o trecho 2 do modal será o 1º a ser concluído após obras retomadas em 2015

Com trabalhos iniciados em 2012 e após passar por inúmeras paralisações, o primeiro a ficar pronto será o trecho 2 ( Foto: Reinaldo Jorge )

por Felipe Lima - Repórter

A operação assistida do trecho 2, do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que fica entre as estações Borges de Melo e Parangaba, começará no dia 15 de julho. A última previsão era para início em meados de maio.

De acordo com informações da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), os testes com a presença de passageiros dependem da conclusão do trabalho de nivelamento e alinhamento da via, que é indispensável para a segurança operacional.

Na operação assistida do trecho 2 do VLT Parangaba-Mucuripe serão disponibilizados dois trens que farão o transporte de passageiros entre as estações Borges de Melo e Parangaba, que já está com mais de 90% concluído, nos dois sentidos, no horário de 8h às 12h, de segunda a sexta-feira. Neste momento, não haverá cobrança da tarifa das passagens.

Conforme ainda a Companhia, os trens passarão nas estações a cada 15 minutos. "Por enquanto, está acontecendo a operação experimental, que consiste na passagem do trem pela via, no horário de 10h às 11h, com objetivo de testar o funcionamento de todo o sistema, sem passageiros", informou o órgão por meio de nota. As obras foram retomadas em outubro de 2015 e terão um custo total de R$ 48,4 milhões.

Sob responsabilidade da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), a obra do VLT como um todo está dividida em três trechos. Com trabalhos iniciados em 2012 e após passar por inúmeras paralisações, o primeiro a ficar pronto será o trecho 2. Para o órgão, esta é a etapa de implantação do modal em que a população começa a se habituar com a disponibilidade do novo serviço.

Após a esta entrega, deve ser concluído o trecho 1, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo. Com investimento de R$ 25,9 milhões, ele foi retomado em abril de 2016 e a previsão para conclusão é de 12 meses.

"Os trabalhos avançam e já alcançam 60% de execução. A previsão é de que o trecho 1 seja entregue em setembro de 2017", reforçou a Seinfra em nota. Por fim, o trecho 3, que compreende o percurso entre as estações Iate - no bairro Mucuripe - e Borges de Melo, possui expectativa de entrega somente para o ano de 2018.

Quando finalizado, a Secretaria afirma que o VLT terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão, serão 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados.

O modal atravessará 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do VLT é de 90 mil passageiros diariamente.

No Cariri

Na região do Cariri, passageiros voltaram a utilizar o VLT no último dia 12. As atividades foram suspensas para viabilizar as obras da Avenida do Contorno, na cidade de Juazeiro do Norte. O modal opera de 6h às 19h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados de 6h às 14h com tarifa a R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia).

sábado, 17 de junho de 2017

Em 7 meses, VLT avançou só 5%; Linha Leste parada

17/06/2017 - Diário do Nordeste

O Veículo Leve sobre Trilhos deveria ter ficado pronto em 2014. Já o trecho do Metrofor foi paralisado em 2015

De acordo com a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), responsável pela obra, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe atingiu 65% de execução ( Foto: Thiago Gadelha )


O Governo do Ceará aguarda a liberação de R$ 2 bilhões para retomar a construção da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. Desse total, metade virá do Ministério das Cidades e a outra parte do BNDES ( Foto: Cid Barbosa )

Iniciadas em 2012, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe deveriam ter ficado prontas para a Copa do Mundo de 2014. Os serviços foram suspensos em maio de 2014 devido à quebra de contrato com o consórcio CPE-VLT, em razão de descumprimento de prazos, sendo retomados em julho de 2015.

Responsável pelo empreendimento, a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) informa que a obra, dividida em três trechos, está em andamento com 65%. Em novembro do ano passado, o percentual de execução era de 60%, mostrando que o trabalho pouco avançou em sete meses.

O primeiro trecho a entrar em operação é o 2, que está com 95% de execução e fica entre as estações Borges de Melo e Parangaba. Este trecho já está em operação experimental (sem passageiros) desde setembro do ano passado e deverá entrar em operação assistida até o fim deste mês, segundo a Seinfra. "Nesta fase, o sistema operará com passageiros, em horários reduzidos e terá embarque gratuito. Esta é a etapa de implantação do VLT em que a população começa a se habituar com a disponibilidade do novo serviço", diz a Seinfra.

Próximos passos

O trecho 1, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo, está com 60% dos serviços executados e deverá ser entregue em setembro deste ano. Já o trecho 3, que compreende o percurso entre as estações Iate e Borges de Melo, está com o cronograma em execução, com expectativa de entrega em 2018.

Quando finalizado, o VLT terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão, serão 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados.

Demanda

O Ramal atravessará 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90 mil passageiros por dia.

Os serviços nos três trechos são executados pelo Consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S/A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda. A obra é estimada em R$ 284,6 milhões.

Metrofor

Para que as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) sejam retomadas, o governo estadual aguarda a liberação de cerca de R$ 2 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Ministério das Cidades e R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Há poucos dias, o governador Camilo Santana disse que, caso o impasse não seja resolvido, poderá entrar na Justiça para garantir os recursos para a Linha Leste. "Se não conseguirmos via diálogo, eu tomarei a decisão de judicializar, até porque eu tenho todos os documentos que mostram a autorização", afirmou.

As obras da Linha Leste do Metrô começaram em novembro de 2013 e foram paralisadas no início de 2015, por conta da reformulação societária articulada pelo consórcio Cetenco-Acciona, responsável pelos serviços.

A expectativa inicial era que parte do equipamento fosse entregue em 2014, o que não ocorreu, sendo a nova data de conclusão prevista para 2019.

Pelo aditivo, o valor contratual remanescente foi mantido, cujo saldo residual do montante global original é de R$ 2.212.336.307,43. Desse total, cerca de R$ 50 milhões já foram investidos na Linha Leste.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Metrô de Fortaleza: TCE recomenda que 2º consórcio assuma obra

13/06/2017 - O Globo

Parecer da área técnica busca solução para obra de R$ 2,3 bi parada
   
POR MANOEL VENTURA 

Abandono. ‘Tatuzões’ parados são símbolo de obra interrompida - Jarbas Oliveira / JARBAS OLIVEIRA/30-9-2016

BRASÍLIA - Um parecer da área técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Ceará recomenda que o consórcio que ficou em segundo lugar na licitação da Linha Leste do metrô de Fortaleza assuma as obras para a construção do empreendimento, que estão paradas e sem previsão de quando poderão ser retomadas. Caso essa medida não resolva o problema, os técnicos do tribunal querem que o governo do estado faça uma nova licitação para concluir a construção.

O consórcio que ficou em segundo lugar é formado por Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e a construtora cearense Marquise.

Com data original de entrega programada para 2019, apenas pouco mais de 1% da obra foi concluída. Há três anos, o maior edital regido pela Lei de Licitações foi vencido por um consórcio formado pela espanhola Acciona e pela paulista Cetenco, que assumiram a construção da Linha Leste por R$ 2,3 bilhões.

R$ 2 BI DE COFRES FEDERAIS

Em novembro do ano passado, reportagem do GLOBO mostrou que a obra está abandonada. Um dos emblemas do fracasso da empreitada é a imagem dos quatro “tatuzões” adquiridos pelo governo do Ceará. Os equipamentos serviriam para escavar túneis do metrô, mas hoje não passam de um aglomerado de toneladas de peças de metal abandonadas.

Do total do orçamento, R$ 2 bilhões sairiam dos cofres federais. Mas governos estadual e federal, que se associaram na obra do PAC Mobilidade Grandes Cidades, sequer concluíram os primeiros túneis da licitação. Com a interrupção de pagamentos para a obra em agosto de 2014, a Cetenco alegou ter recorrido administrativamente e na Justiça para receber pelos serviços feitos, até que enviou informação à sócia Acciona e à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do Ceará dizendo que queria deixar o consórcio.

O governo cearense alegou, na ocasião, que a interrupção dos pagamentos se deu porque a Cetenco judicializou o processo. Numa decisão polêmica, em novembro de 2015, a construtora Marquise chegou a assumir o contrato ao lado da Acciona.

Em sua decisão recente, a área técnica do TCE recomenda ainda que o tribunal anule o ato do governo do Ceará que excluiu a Cetenco do consórcio. Os técnicos consideram, no entanto, que a volta da empresa ao consórcio original é “fato de desfecho improvável”. O parecer será levado para análise do plenário do TCE-CE, mas a data para o julgamento ainda não foi definida.

Apesar da previsão de entrega para 2019, o TCE considera o prazo “inexequível”. Os técnicos do TCE-CE também levantam dúvidas “sobre a disponibilidade orçamentária do estado em acatar com estas despesas”, já que a proposta precisará passar por reajustes, segundo o texto. Aponta ainda que o acréscimo de cada um quilômetro na obra representa um adicional de quase R$ 1,5 milhão.

Procurada, a Secretaria de Infraestrutura do estado do Ceará informou que tem se dedicado ao equacionamento financeiro da obra. O órgão destacou que tem buscado, junto ao Ministério das Cidades e ao BNDES, o cumprimento dos compromissos anteriormente assumidos pelo governo federal, que fundamentaram a licitação; ou seja, R$ 1 bilhão pelo Orçamento Geral da União e R$ 1 bilhão em financiamento pelo BNDES.

O TCE não comentou o parecer e O GLOBO não conseguiu contato com a Cetenco.

sábado, 10 de junho de 2017

Bilhetagem eletrônica do Metrô de Fortaleza está na reta final de implantação

09/06/2017 - Governo do Estado do Ceará

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A implantação da bilhetagem eletrônica da Linha Sul do Metrô de Fortaleza está na reta final. Atualmente, por meio de contrato com empresa especializada, a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos está finalizando os sistemas de energia das catracas eletrônicas, em todas as estações. Essa medida vai garantir o funcionamento das mesmas em eventuais quedas de alimentação elétrica. Esta é a última etapa para que a bilhetagem eletrônica seja iniciada integralmente na Linha Sul. O serviço já está concluído em nove das 19 estações em operação. E as demais serão integradas ao sistema gradativamente.

Nestas unidades (ver quadro abaixo), a bilhetagem eletrônica já está em funcionamento e já não são comercializados bilhetes de papel. Os usuários recebem cartões eletrônicos carregados com apenas uma passagem, e que são recolhidos pela catraca eletrônica no momento do embarque. Temporariamente, devido a restrições técnicas e operacionais, ainda não é possível comercializar passagens múltiplas através do cartão eletrônico – o que acontecerá até o fim de julho, quando todas as estações estiverem com suas catracas prontas para o uso.

Através dessa tecnologia, os bilhetes de papel estão sendo substituídos por cartões eletrônicos, trazendo inúmeras vantagens. Softwares e equipamentos necessários já estão instalados em todas as estações, e conectados com a sede administrativa da empresa, no bairro Moura Brasil, onde funciona o Centro de Controle Operacional (CCO) do sistema metroviário. A previsão atual é de que este sistema deva estar em funcionamento integral até o final de julho, em todas as estações.

Nesta fase, os usuários poderão comprar passagens múltiplas, unitárias ou meia passagem por meio de cartão eletrônico – e os bilhetes de papel já não estarão em circulação. Haverá também um cartão específico para gratuidades. Uma das vantagens do sistema eletrônico é dar viabilidade técnica para adesão do Metrofor ao Bilhete Único Metropolitano. Os estudos para isso estão avançados. A bilhetagem do Metrofor é um dos importantes investimentos que o Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Infraestrutura e Cia Cearense de Transportes Metropolitanos, vem realizando e assim trazendo melhorias para o sistema.


ESTAÇÕES QUE JÁ OPERAM COM BILHETAGEM ELETRÔNICA:

Estação Chico da Silva
Estação Juscelino Kubitschek
Estação Couto Fernandes
Estação Rachel de Queiroz
Estação Porangabussu
Estação Modumbim
Estação Jereissati
Estação Virgílio Távora
Estação Benfica

Serviço:
Linha Sul do Metrô de Fortaleza
De 5h30 às 19, segunda-feira a sábado

R$ 3,20 (inteira) e R$ 1,60 (meia)

09.06.2017

 Foto: Tiago Stille / Governo do Ceará

Pedro Alves
Assessoria de Comunicação do Metrofor

sábado, 27 de maio de 2017

Metrô de Fortaleza estanca em falhas e obras inacabadas

27/05/2017 - Diário do Nordeste

O funcionamento pleno do modal metroviário ainda depende de tecnologia e verbas para ser consolidado

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Atualmente, apenas as Linhas Sul e Oeste funcionam comercialmente ( Foto: Natinho Rodrigues )

Desde que o apito das antigas locomotivas que cortavam as vias de Fortaleza silenciou, o uso do transporte sobre trilhos na cidade embarcou na incerteza. Ainda nos anos 1980, as prometidas obras de implantação do metrô enchiam os olhos de quem queria percorrer a Capital de forma rápida, segura e confortável. Hoje, quase três décadas depois, o sistema de transporte metroviário da quinta capital mais populosa do Brasil ainda estanca em problemas de estrutura, obras inacabadas e entraves econômicos cujos ônus recaem sobre uma só parcela: a população.

Atualmente, apenas as Linhas Sul e Oeste do metrô funcionam comercialmente, somando 29 estações e transportando 665 mil passageiros por mês, de acordo com dados do Metrofor. Quem utiliza o transporte diariamente, seja para longos ou curtos deslocamentos, destaca a velocidade do modal como a principal vantagem - ponto positivo enfraquecido pelo tempo que os passageiros ainda precisam esperar nas plataformas. "Antigamente, eu pegava o trem. Hoje, pego metrô sempre, e o maior problema é a demora. Deveria haver mais trens, até pra não ser tão lotado em horário de pico", reclama a aposentada Albani Ferreira, 62.

O problema, no fim das contas, nem é falta de trem. A Linha Sul do sistema, que se estende por 24,1km entre o Centro de Fortaleza e o município de Pacatuba, tem à disposição uma frota de 12 veículos - mas apenas cinco deles estão em operação. Isso porque um grande gargalo para melhorar o serviço de metrô que a Capital tem hoje, de acordo com o presidente do Metrofor, Eduardo Hotz, é a falta do sistema de sinalização e controle de tráfego, que permitiria a redução do intervalo entre os trens e a expansão do horário de funcionamento das estações.

Desde o dia 22 deste mês, conforme a empresa, o tempo de espera por um trem da Linha Sul diminuiu de 20 para 17 minutos. A redução contínua até o alcance do intervalo ideal - que, estima Hotz, é de oito minutos - também é fundamental para solucionar problemas apontados pela técnica de laboratório Rivaldina Carmo, 56, que embarca todos os dias na Estação Esperança rumo à do Benfica. "De lá, pego o Campus do Pici/Unifor para ir ao trabalho, no Pici. O ruim é eu ter que pagar duas passagens", pondera a usuária, avaliando ainda que "o metrô encerra muito cedo". Hotz justifica que "a integração, por enquanto, é desinteressante ao passageiro, que desceria do ônibus para esperar muito tempo pelo trem".

O professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (DET/UFC), Bruno Bertoncini, acredita que "um sistema de metrô que atendesse às regiões certas da cidade ajudaria e muito na mobilidade urbana, já que seria um parceiro dos ônibus e estimularia o uso do transporte público coletivo". O sistema de controle do qual as melhorias dependem foi contratado no início de 2015, mas segue aguardando a chegada de equipamentos importados. "Quando estivermos com tudo implantado, teremos condições de operar até 21h30", garante Eduardo Hotz, afirmando que a tecnologia deve ser entregue até o fim deste ano à Linha Sul. Um prazo de até dois anos será necessário para inserir a Linha Oeste no sistema, fazendo com que os transtornos persistam no trecho Fortaleza-Caucaia.

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Integração

O funcionamento combinado entre o metrô e o sistema de ônibus da Capital também depende de tecnologia: atualmente, a bilhetagem do transporte metroviário não é eletrônica, o que inviabiliza a ligação entre os modais. Segundo o Governo do Estado, a integração já está em estudo com a Prefeitura de Fortaleza, o que, para Hotz, "ainda é um desafio, já que é fundamental diminuir primeiro o intervalo entre os trens", destaca.

O tempo ainda longo, aliás, é fio condutor para um problema estrutural vivenciado pelo estudante Douglas Araújo, 19. "Acho que além de um relógio indicando o horário do próximo trem, deveria ter banheiro nas estações", avalia o passageiro, que utiliza o modal todos os dias para ir do Conjunto Esperança ao Centro, onde estuda. O equipamento básico, explica o presidente do Metrofor, "não é prática dos metrôs, já que a ideia é que a estação seja apenas um local de passagem" e que 'esses recursos atraem usuários de droga e moradores de rua".

Sem prazo

Se por um lado o uso das Linhas Oeste e Sul pela população cresce, apesar das falhas, a construção da Linha Leste segue estática desde 2015, sem previsão alguma de retomada. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), "o Governo do Estado aguarda repasse de verbas garantidas pela União para concluir o replanejamento da Linha e retomar a obra".

Quando concluída, a Linha Leste contará com 13 estações entre os bairros Pirambu (Tirol) e Edson Queiroz, com previsão de percurso completo em 17 minutos. A obra, conforme a Seinfra, está orçada em R$ 2,3 bilhões, sendo R$ 1 bi do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 1 bi do Governo Federal e R$ 300 milhões do Estado.

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe também segue como promessa. As obras do ramal foram iniciadas em 2012 e paralisadas em 2014, após problemas com o consórcio responsável. Retomada em 2015, a construção está 63% finalizada, conforme a Seinfra, e o trecho entre a Parangaba e a Avenida Borges de Melo será aberto para operação assistida ainda em junho, quando os passageiros poderão embarcar gratuitamente das 8h às 12h.

"A obra está avançando no segundo trecho, mas é mais complicado, porque existem muitas desapropriações que devem ser feitas", explica Eduardo Hotz. A expectativa de entrega do ramal, estima a Seinfra, é o primeiro semestre de 2018. (Colaborou Theyse Viana)

Frases

"Um dos problemas para o Metrô de Fortaleza não atingir usabilidade é o fato de ter sido dimensionado para uma circulação que não representa a cidade"

Bruno Bertoncini - Doutor em Engenharia de Transportes

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Trecho do VLT Parangaba – Mucuripe recebe correção geométrica de via

09/05/2017 - Governo do Estado do Ceará

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O trecho Parangaba – Borges de Melo do Metrofor, que será operado por Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), recebe, a partir desta terça-feira (9), serviços de correção geométrica das vias, em mais uma etapa do processo de implantação do ramal Parangaba – Mucuripe. Durante 10 dias, operários e profissionais de topografia realizarão serviços de nivelamento e alinhamento das vias, de acordo com o projeto da obra, para tornar o percurso do VLT o mais seguro possível. Máquinas alinhadoras, niveladoras de via e regularizadoras de lastro serão utilizadas no procedimento.

Esse trecho já opera de forma experimental, sem passageiros, de segunda a sexta-feira, das 10h às 11h, desde setembro. O horário de operação do modal deve ser ampliado, ainda este mês, quando terá início a operação assistida do VLT, com transporte de passageiros, de forma gratuita, de 8h às 12h.

Obras em andamento

Coordenada pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), a obra de construção do ramal está dividida em três trechos, e avança com mais de 60% de execução. O primeiro a ficar pronto será o trecho 2, que está com 94% de conclusão e fica entre as estações Parangaba e Borges de Melo. Em seguida, deve ser concluído o trecho 1, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo - aqui, os trabalhos avançam e já alcançam 55% de execução. A previsão é de que o trecho 1 seja entregue, no segundo semestre de 2017.

Já o trecho 3, que compreende o percurso entre as estações Borges de Melo e Iate, está com o cronograma em execução, com expectativa de entrega até o início do ano que vem.  Os serviços nos três trechos são executados pelo Consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S.A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda.

Quando finalizado, o VLT terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Parangaba e Mucuripe. Desta extensão, serão 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados. O Ramal atravessará 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90.000 passageiros por dia.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

VLT terá operação assistida em maio

20/04/2017 - Diário do Nordeste

O trecho em questão, de número dois, está com 93% das obras concluídas e será o primeiro a ficar pronto


 
O modal terá um total de 13,4 quilômetros, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 de trechos elevados. O ramal atravessa 22 bairros de Fortaleza, onde se concentram mais de 500 mil moradores Foto: José Leomar O modal terá um total de 13,4 quilômetros, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 de trechos elevados. O ramal atravessa 22 bairros de Fortaleza, onde se concentram mais de 500 mil moradores ( Foto: José Leomar )

Após atraso nas obras e alguns prazos de conclusão ultrapassados, a população deve, enfim, começar a usufruir do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Fortaleza. Em nova estimativa dada pela Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), a operação assistida de parte do ramal Parangaba-Mucuripe, no trecho entre as estações Parangaba e Borges de Melo, deve começar em meados do mês de maio.

A versão de testes com passageiros, mas sem a cobrança de tarifa, deve acontecer de segunda à sexta-feira, no horário de 8h ao meio dia, segundo informou a assessoria de comunicação do Metrofor, órgão responsável pela operação dos trens. O trecho em questão, o dois, está com 93% de execução e será o primeiro a ficar pronto, estando em operação experimental, no horário de 10h às 11h, desde setembro do ano passado. São realizadas quatro viagens por dia, quando são verificados o funcionamento da via férrea, da plataforma e das estações.

De acordo com a Seinfra, a estimativa é que o trecho um, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo, deve ser concluído em seguida, sendo entregue de forma parcial a partir de junho deste ano. A ordem de serviço para a retomada das obras no trecho foi assinada em abril de 2016. Os trabalhos alcançam, atualmente, 50% de execução.

Demora

O trecho três, no entanto, entre as estações Iate e Borges de Melo, será o mais demorado a ficar pronto, com estimativa de entrega para o início do ano que vem. Ainda não há previsão de data para início da operação comercial. As obras de todo o ramal Parangaba-Mucuripe foram retomadas em junho de 2015. Os serviços nos três trechos são executados pelo Consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S. A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda, com orçamento total da obra de R$ 284.644.592,16.

Com estimativa de benefício de 90 mil passageiros por dia, o modal terá total de 13,4 quilômetros, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 de trechos elevados. O ramal atravessa 22 bairros, onde se concentra mais de 500 mil moradores. A implantação da linha foi iniciada em 2012, mas os trabalhos ficaram parados por mais de um ano por problemas com a empresa responsável. Impasses nas desapropriações também demandaram um tempo maior. As obras foram retomadas em 2015.