quarta-feira, 19 de julho de 2017

Nova licitação vai acelerar obra do VLT Parangaba-Mucuripe

14/07/2017 - Ceará Agora

A Secretaria da Infraestrutura do Estado – SEINFRA vai fazer uma nova licitação para finalizar o trecho 3 (entre as avenidas Borges de Melo e Abolição) da obra de implantação do ramal Parangaba-Mucuripe, do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, que será operado pelo Metrofor. O novo certame será necessário, por conta do distrato com o consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S.A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda. 

A rescisão se fez necessária por conta do descumprimento do contrato por parte do consórcio construtor, apesar do esforço do Governo do Estado no sentido de dar celeridade aos trabalhos. A dissolução do contrato (Distrato) está prevista na Lei de Licitações (Lei n.º 8.666 de 21 de junho de 1993) e está publicada no Diário Oficial do Estado – DOE desta quinta-feira (13). 

O distrato não representa paralisação total nas obras do trecho 3. A SEINFRA manterá movimentação no trecho, principalmente com a sequência da instalação de gradis e demolições, além dos trabalhos de remoção de imóveis da faixa de domínio e remanejamento de redes das concessionárias de serviços públicos. As obras nos trechos 1 e 2 continuam normalmente. 

Avanços na obra 

Desde a retomada da obra do ramal Parangaba-Mucuripe, em 2015, o objetivo do Governo do Ceará tem sido colocar o VLT pra funcionar, ligando pontos de forma contínua, favorecendo o deslocamento da população. O trecho 1 representa a passagem inferior da Borges de Melo, que já alcança cerca de 70% de obra concluída, com entrega prevista para setembro deste ano. 

O trecho 2, que liga as estações Parangaba e Borges de Melo, já está praticamente pronto, com 96% de execução. Esse trecho já está em operação experimental e, em breve (25/07) vai começar com a operação assistida, com o transporte de passageiros de forma gratuita. No trecho 3, as obras também tiveram avanços significativos e em locais de difícil acesso como a comunidade Aldaci Brabosa, no Bairro de Fátima e na área do Lagamar. 

A implantação do VLT Parangaba-Mucuripe é uma obra que demanda um número significativo de remoções. Hoje a maior parte delas se concentra no trecho 3, em bairros como Mucuripe, Varjota e Dionísio Torres. O Governo sempre se preocupou em fazer todo o processo da melhor forma possível, inclusive criando uma lei própria que baliza as negociações e define os direitos das famílias removidas. Dar continuidade a esse processo, de forma célere e justa também está sendo um dos focos do Governo neste empreendimento. Prova disso é que, apenas de fevereiro a junho de 2017, foram empregados cerca de R$ 20 milhões em indenizações e pagamento de aluguel social. 

Saiba mais 

Quando finalizado, o VLT terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão, serão 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetro de trechos elevados. O Ramal atravessará 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90.000 passageiros por dia.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Passageiros do metrô de Fortaleza passam a usar bilhetes recarregáveis

12/07/2017 - G1 CE

Cartões estão disponíveis gratuitamente aos usuários que comprarem a partir de duas passagens de uma só vez.

Metrô de Fortaleza passa a utilizar sistema de cartões recarregáveis. (Foto: André Teixeira/G1)
Metrô de Fortaleza passa a utilizar sistema de cartões recarregáveis. (Foto: André Teixeira/G1)

Os passageiros da linha sul do metrô de Fortaleza têm agora a possibilidade de comprar passagens em cartões recarregáveis, utilizando o cartão do Metrofor, inserindo qualquer quantia em créditos. A medida busca diminuir o tempo de utilização do modal, já que dispensa a ida à bilheteria todas as vezes que o serviço for utilizado.

Desde a segunda-feira (10) os cartões recarregáveis entraram em circulação. Antes disso eram distribuídos cartões com passagem única, que não possibilitava a recarga e eram recolhidos pela catraca no ato de acesso à plataforma.

O novo cartão recarregável será entregue aos usuários que solicitarem a partir de duas passagens e permanecerá de posse do passageiro depois de passar pela catraca. Aqueles que adquirirem apenas um bilhete continuarão recebendo o tíquete único, recolhido pela catraca eletrônica.

Utilização

A distribuição do cartão recarregável é gratuita, necessitando apenas que o usuário compre duas ou mais passagens e solicite qualquer valor em crédito, a partir de R$ 3,20. A cada embarque realizado, o valor da passagem inteira (R$ 3,20) será debitado do cartão. Caso a quantia em créditos no cartão seja menor que o valor da passagem, é necessário fazer uma nova recarga. Cada recarga tem validade de seis meses.

A princípio, o sistema de bilhetagem eletrônica opera somente para os pagantes das passagens inteiras. A assessoria de imprensa do Metrofor informa que ajustes técnicos estão sendo concluídos para que o cartão do Metrofor seja disponibilizado aos idosos (gratuidade) e aos estudantes (meia passagem). Por enquanto, esses passageiros devem continuar utilizando o bilhete de papel.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Operação assistida do VLT tem data definida

22/06/2017 - Diário do Nordeste

Segundo a Secretaria da Infraestrutura, o trecho 2 do modal será o 1º a ser concluído após obras retomadas em 2015

Com trabalhos iniciados em 2012 e após passar por inúmeras paralisações, o primeiro a ficar pronto será o trecho 2 ( Foto: Reinaldo Jorge )

por Felipe Lima - Repórter

A operação assistida do trecho 2, do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que fica entre as estações Borges de Melo e Parangaba, começará no dia 15 de julho. A última previsão era para início em meados de maio.

De acordo com informações da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), os testes com a presença de passageiros dependem da conclusão do trabalho de nivelamento e alinhamento da via, que é indispensável para a segurança operacional.

Na operação assistida do trecho 2 do VLT Parangaba-Mucuripe serão disponibilizados dois trens que farão o transporte de passageiros entre as estações Borges de Melo e Parangaba, que já está com mais de 90% concluído, nos dois sentidos, no horário de 8h às 12h, de segunda a sexta-feira. Neste momento, não haverá cobrança da tarifa das passagens.

Conforme ainda a Companhia, os trens passarão nas estações a cada 15 minutos. "Por enquanto, está acontecendo a operação experimental, que consiste na passagem do trem pela via, no horário de 10h às 11h, com objetivo de testar o funcionamento de todo o sistema, sem passageiros", informou o órgão por meio de nota. As obras foram retomadas em outubro de 2015 e terão um custo total de R$ 48,4 milhões.

Sob responsabilidade da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), a obra do VLT como um todo está dividida em três trechos. Com trabalhos iniciados em 2012 e após passar por inúmeras paralisações, o primeiro a ficar pronto será o trecho 2. Para o órgão, esta é a etapa de implantação do modal em que a população começa a se habituar com a disponibilidade do novo serviço.

Após a esta entrega, deve ser concluído o trecho 1, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo. Com investimento de R$ 25,9 milhões, ele foi retomado em abril de 2016 e a previsão para conclusão é de 12 meses.

"Os trabalhos avançam e já alcançam 60% de execução. A previsão é de que o trecho 1 seja entregue em setembro de 2017", reforçou a Seinfra em nota. Por fim, o trecho 3, que compreende o percurso entre as estações Iate - no bairro Mucuripe - e Borges de Melo, possui expectativa de entrega somente para o ano de 2018.

Quando finalizado, a Secretaria afirma que o VLT terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão, serão 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados.

O modal atravessará 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do VLT é de 90 mil passageiros diariamente.

No Cariri

Na região do Cariri, passageiros voltaram a utilizar o VLT no último dia 12. As atividades foram suspensas para viabilizar as obras da Avenida do Contorno, na cidade de Juazeiro do Norte. O modal opera de 6h às 19h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados de 6h às 14h com tarifa a R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia).

sábado, 17 de junho de 2017

Em 7 meses, VLT avançou só 5%; Linha Leste parada

17/06/2017 - Diário do Nordeste

O Veículo Leve sobre Trilhos deveria ter ficado pronto em 2014. Já o trecho do Metrofor foi paralisado em 2015

De acordo com a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), responsável pela obra, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe atingiu 65% de execução ( Foto: Thiago Gadelha )


O Governo do Ceará aguarda a liberação de R$ 2 bilhões para retomar a construção da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. Desse total, metade virá do Ministério das Cidades e a outra parte do BNDES ( Foto: Cid Barbosa )

Iniciadas em 2012, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe deveriam ter ficado prontas para a Copa do Mundo de 2014. Os serviços foram suspensos em maio de 2014 devido à quebra de contrato com o consórcio CPE-VLT, em razão de descumprimento de prazos, sendo retomados em julho de 2015.

Responsável pelo empreendimento, a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) informa que a obra, dividida em três trechos, está em andamento com 65%. Em novembro do ano passado, o percentual de execução era de 60%, mostrando que o trabalho pouco avançou em sete meses.

O primeiro trecho a entrar em operação é o 2, que está com 95% de execução e fica entre as estações Borges de Melo e Parangaba. Este trecho já está em operação experimental (sem passageiros) desde setembro do ano passado e deverá entrar em operação assistida até o fim deste mês, segundo a Seinfra. "Nesta fase, o sistema operará com passageiros, em horários reduzidos e terá embarque gratuito. Esta é a etapa de implantação do VLT em que a população começa a se habituar com a disponibilidade do novo serviço", diz a Seinfra.

Próximos passos

O trecho 1, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo, está com 60% dos serviços executados e deverá ser entregue em setembro deste ano. Já o trecho 3, que compreende o percurso entre as estações Iate e Borges de Melo, está com o cronograma em execução, com expectativa de entrega em 2018.

Quando finalizado, o VLT terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão, serão 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados.

Demanda

O Ramal atravessará 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90 mil passageiros por dia.

Os serviços nos três trechos são executados pelo Consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S/A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda. A obra é estimada em R$ 284,6 milhões.

Metrofor

Para que as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) sejam retomadas, o governo estadual aguarda a liberação de cerca de R$ 2 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Ministério das Cidades e R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Há poucos dias, o governador Camilo Santana disse que, caso o impasse não seja resolvido, poderá entrar na Justiça para garantir os recursos para a Linha Leste. "Se não conseguirmos via diálogo, eu tomarei a decisão de judicializar, até porque eu tenho todos os documentos que mostram a autorização", afirmou.

As obras da Linha Leste do Metrô começaram em novembro de 2013 e foram paralisadas no início de 2015, por conta da reformulação societária articulada pelo consórcio Cetenco-Acciona, responsável pelos serviços.

A expectativa inicial era que parte do equipamento fosse entregue em 2014, o que não ocorreu, sendo a nova data de conclusão prevista para 2019.

Pelo aditivo, o valor contratual remanescente foi mantido, cujo saldo residual do montante global original é de R$ 2.212.336.307,43. Desse total, cerca de R$ 50 milhões já foram investidos na Linha Leste.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Metrô de Fortaleza: TCE recomenda que 2º consórcio assuma obra

13/06/2017 - O Globo

Parecer da área técnica busca solução para obra de R$ 2,3 bi parada
   
POR MANOEL VENTURA 

Abandono. ‘Tatuzões’ parados são símbolo de obra interrompida - Jarbas Oliveira / JARBAS OLIVEIRA/30-9-2016

BRASÍLIA - Um parecer da área técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Ceará recomenda que o consórcio que ficou em segundo lugar na licitação da Linha Leste do metrô de Fortaleza assuma as obras para a construção do empreendimento, que estão paradas e sem previsão de quando poderão ser retomadas. Caso essa medida não resolva o problema, os técnicos do tribunal querem que o governo do estado faça uma nova licitação para concluir a construção.

O consórcio que ficou em segundo lugar é formado por Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e a construtora cearense Marquise.

Com data original de entrega programada para 2019, apenas pouco mais de 1% da obra foi concluída. Há três anos, o maior edital regido pela Lei de Licitações foi vencido por um consórcio formado pela espanhola Acciona e pela paulista Cetenco, que assumiram a construção da Linha Leste por R$ 2,3 bilhões.

R$ 2 BI DE COFRES FEDERAIS

Em novembro do ano passado, reportagem do GLOBO mostrou que a obra está abandonada. Um dos emblemas do fracasso da empreitada é a imagem dos quatro “tatuzões” adquiridos pelo governo do Ceará. Os equipamentos serviriam para escavar túneis do metrô, mas hoje não passam de um aglomerado de toneladas de peças de metal abandonadas.

Do total do orçamento, R$ 2 bilhões sairiam dos cofres federais. Mas governos estadual e federal, que se associaram na obra do PAC Mobilidade Grandes Cidades, sequer concluíram os primeiros túneis da licitação. Com a interrupção de pagamentos para a obra em agosto de 2014, a Cetenco alegou ter recorrido administrativamente e na Justiça para receber pelos serviços feitos, até que enviou informação à sócia Acciona e à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do Ceará dizendo que queria deixar o consórcio.

O governo cearense alegou, na ocasião, que a interrupção dos pagamentos se deu porque a Cetenco judicializou o processo. Numa decisão polêmica, em novembro de 2015, a construtora Marquise chegou a assumir o contrato ao lado da Acciona.

Em sua decisão recente, a área técnica do TCE recomenda ainda que o tribunal anule o ato do governo do Ceará que excluiu a Cetenco do consórcio. Os técnicos consideram, no entanto, que a volta da empresa ao consórcio original é “fato de desfecho improvável”. O parecer será levado para análise do plenário do TCE-CE, mas a data para o julgamento ainda não foi definida.

Apesar da previsão de entrega para 2019, o TCE considera o prazo “inexequível”. Os técnicos do TCE-CE também levantam dúvidas “sobre a disponibilidade orçamentária do estado em acatar com estas despesas”, já que a proposta precisará passar por reajustes, segundo o texto. Aponta ainda que o acréscimo de cada um quilômetro na obra representa um adicional de quase R$ 1,5 milhão.

Procurada, a Secretaria de Infraestrutura do estado do Ceará informou que tem se dedicado ao equacionamento financeiro da obra. O órgão destacou que tem buscado, junto ao Ministério das Cidades e ao BNDES, o cumprimento dos compromissos anteriormente assumidos pelo governo federal, que fundamentaram a licitação; ou seja, R$ 1 bilhão pelo Orçamento Geral da União e R$ 1 bilhão em financiamento pelo BNDES.

O TCE não comentou o parecer e O GLOBO não conseguiu contato com a Cetenco.

sábado, 10 de junho de 2017

Bilhetagem eletrônica do Metrô de Fortaleza está na reta final de implantação

09/06/2017 - Governo do Estado do Ceará

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A implantação da bilhetagem eletrônica da Linha Sul do Metrô de Fortaleza está na reta final. Atualmente, por meio de contrato com empresa especializada, a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos está finalizando os sistemas de energia das catracas eletrônicas, em todas as estações. Essa medida vai garantir o funcionamento das mesmas em eventuais quedas de alimentação elétrica. Esta é a última etapa para que a bilhetagem eletrônica seja iniciada integralmente na Linha Sul. O serviço já está concluído em nove das 19 estações em operação. E as demais serão integradas ao sistema gradativamente.

Nestas unidades (ver quadro abaixo), a bilhetagem eletrônica já está em funcionamento e já não são comercializados bilhetes de papel. Os usuários recebem cartões eletrônicos carregados com apenas uma passagem, e que são recolhidos pela catraca eletrônica no momento do embarque. Temporariamente, devido a restrições técnicas e operacionais, ainda não é possível comercializar passagens múltiplas através do cartão eletrônico – o que acontecerá até o fim de julho, quando todas as estações estiverem com suas catracas prontas para o uso.

Através dessa tecnologia, os bilhetes de papel estão sendo substituídos por cartões eletrônicos, trazendo inúmeras vantagens. Softwares e equipamentos necessários já estão instalados em todas as estações, e conectados com a sede administrativa da empresa, no bairro Moura Brasil, onde funciona o Centro de Controle Operacional (CCO) do sistema metroviário. A previsão atual é de que este sistema deva estar em funcionamento integral até o final de julho, em todas as estações.

Nesta fase, os usuários poderão comprar passagens múltiplas, unitárias ou meia passagem por meio de cartão eletrônico – e os bilhetes de papel já não estarão em circulação. Haverá também um cartão específico para gratuidades. Uma das vantagens do sistema eletrônico é dar viabilidade técnica para adesão do Metrofor ao Bilhete Único Metropolitano. Os estudos para isso estão avançados. A bilhetagem do Metrofor é um dos importantes investimentos que o Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Infraestrutura e Cia Cearense de Transportes Metropolitanos, vem realizando e assim trazendo melhorias para o sistema.


ESTAÇÕES QUE JÁ OPERAM COM BILHETAGEM ELETRÔNICA:

Estação Chico da Silva
Estação Juscelino Kubitschek
Estação Couto Fernandes
Estação Rachel de Queiroz
Estação Porangabussu
Estação Modumbim
Estação Jereissati
Estação Virgílio Távora
Estação Benfica

Serviço:
Linha Sul do Metrô de Fortaleza
De 5h30 às 19, segunda-feira a sábado

R$ 3,20 (inteira) e R$ 1,60 (meia)

09.06.2017

 Foto: Tiago Stille / Governo do Ceará

Pedro Alves
Assessoria de Comunicação do Metrofor

sábado, 27 de maio de 2017

Metrô de Fortaleza estanca em falhas e obras inacabadas

27/05/2017 - Diário do Nordeste

O funcionamento pleno do modal metroviário ainda depende de tecnologia e verbas para ser consolidado

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Atualmente, apenas as Linhas Sul e Oeste funcionam comercialmente ( Foto: Natinho Rodrigues )

Desde que o apito das antigas locomotivas que cortavam as vias de Fortaleza silenciou, o uso do transporte sobre trilhos na cidade embarcou na incerteza. Ainda nos anos 1980, as prometidas obras de implantação do metrô enchiam os olhos de quem queria percorrer a Capital de forma rápida, segura e confortável. Hoje, quase três décadas depois, o sistema de transporte metroviário da quinta capital mais populosa do Brasil ainda estanca em problemas de estrutura, obras inacabadas e entraves econômicos cujos ônus recaem sobre uma só parcela: a população.

Atualmente, apenas as Linhas Sul e Oeste do metrô funcionam comercialmente, somando 29 estações e transportando 665 mil passageiros por mês, de acordo com dados do Metrofor. Quem utiliza o transporte diariamente, seja para longos ou curtos deslocamentos, destaca a velocidade do modal como a principal vantagem - ponto positivo enfraquecido pelo tempo que os passageiros ainda precisam esperar nas plataformas. "Antigamente, eu pegava o trem. Hoje, pego metrô sempre, e o maior problema é a demora. Deveria haver mais trens, até pra não ser tão lotado em horário de pico", reclama a aposentada Albani Ferreira, 62.

O problema, no fim das contas, nem é falta de trem. A Linha Sul do sistema, que se estende por 24,1km entre o Centro de Fortaleza e o município de Pacatuba, tem à disposição uma frota de 12 veículos - mas apenas cinco deles estão em operação. Isso porque um grande gargalo para melhorar o serviço de metrô que a Capital tem hoje, de acordo com o presidente do Metrofor, Eduardo Hotz, é a falta do sistema de sinalização e controle de tráfego, que permitiria a redução do intervalo entre os trens e a expansão do horário de funcionamento das estações.

Desde o dia 22 deste mês, conforme a empresa, o tempo de espera por um trem da Linha Sul diminuiu de 20 para 17 minutos. A redução contínua até o alcance do intervalo ideal - que, estima Hotz, é de oito minutos - também é fundamental para solucionar problemas apontados pela técnica de laboratório Rivaldina Carmo, 56, que embarca todos os dias na Estação Esperança rumo à do Benfica. "De lá, pego o Campus do Pici/Unifor para ir ao trabalho, no Pici. O ruim é eu ter que pagar duas passagens", pondera a usuária, avaliando ainda que "o metrô encerra muito cedo". Hotz justifica que "a integração, por enquanto, é desinteressante ao passageiro, que desceria do ônibus para esperar muito tempo pelo trem".

O professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (DET/UFC), Bruno Bertoncini, acredita que "um sistema de metrô que atendesse às regiões certas da cidade ajudaria e muito na mobilidade urbana, já que seria um parceiro dos ônibus e estimularia o uso do transporte público coletivo". O sistema de controle do qual as melhorias dependem foi contratado no início de 2015, mas segue aguardando a chegada de equipamentos importados. "Quando estivermos com tudo implantado, teremos condições de operar até 21h30", garante Eduardo Hotz, afirmando que a tecnologia deve ser entregue até o fim deste ano à Linha Sul. Um prazo de até dois anos será necessário para inserir a Linha Oeste no sistema, fazendo com que os transtornos persistam no trecho Fortaleza-Caucaia.

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Integração

O funcionamento combinado entre o metrô e o sistema de ônibus da Capital também depende de tecnologia: atualmente, a bilhetagem do transporte metroviário não é eletrônica, o que inviabiliza a ligação entre os modais. Segundo o Governo do Estado, a integração já está em estudo com a Prefeitura de Fortaleza, o que, para Hotz, "ainda é um desafio, já que é fundamental diminuir primeiro o intervalo entre os trens", destaca.

O tempo ainda longo, aliás, é fio condutor para um problema estrutural vivenciado pelo estudante Douglas Araújo, 19. "Acho que além de um relógio indicando o horário do próximo trem, deveria ter banheiro nas estações", avalia o passageiro, que utiliza o modal todos os dias para ir do Conjunto Esperança ao Centro, onde estuda. O equipamento básico, explica o presidente do Metrofor, "não é prática dos metrôs, já que a ideia é que a estação seja apenas um local de passagem" e que 'esses recursos atraem usuários de droga e moradores de rua".

Sem prazo

Se por um lado o uso das Linhas Oeste e Sul pela população cresce, apesar das falhas, a construção da Linha Leste segue estática desde 2015, sem previsão alguma de retomada. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), "o Governo do Estado aguarda repasse de verbas garantidas pela União para concluir o replanejamento da Linha e retomar a obra".

Quando concluída, a Linha Leste contará com 13 estações entre os bairros Pirambu (Tirol) e Edson Queiroz, com previsão de percurso completo em 17 minutos. A obra, conforme a Seinfra, está orçada em R$ 2,3 bilhões, sendo R$ 1 bi do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 1 bi do Governo Federal e R$ 300 milhões do Estado.

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe também segue como promessa. As obras do ramal foram iniciadas em 2012 e paralisadas em 2014, após problemas com o consórcio responsável. Retomada em 2015, a construção está 63% finalizada, conforme a Seinfra, e o trecho entre a Parangaba e a Avenida Borges de Melo será aberto para operação assistida ainda em junho, quando os passageiros poderão embarcar gratuitamente das 8h às 12h.

"A obra está avançando no segundo trecho, mas é mais complicado, porque existem muitas desapropriações que devem ser feitas", explica Eduardo Hotz. A expectativa de entrega do ramal, estima a Seinfra, é o primeiro semestre de 2018. (Colaborou Theyse Viana)

Frases

"Um dos problemas para o Metrô de Fortaleza não atingir usabilidade é o fato de ter sido dimensionado para uma circulação que não representa a cidade"

Bruno Bertoncini - Doutor em Engenharia de Transportes

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Trecho do VLT Parangaba – Mucuripe recebe correção geométrica de via

09/05/2017 - Governo do Estado do Ceará

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O trecho Parangaba – Borges de Melo do Metrofor, que será operado por Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), recebe, a partir desta terça-feira (9), serviços de correção geométrica das vias, em mais uma etapa do processo de implantação do ramal Parangaba – Mucuripe. Durante 10 dias, operários e profissionais de topografia realizarão serviços de nivelamento e alinhamento das vias, de acordo com o projeto da obra, para tornar o percurso do VLT o mais seguro possível. Máquinas alinhadoras, niveladoras de via e regularizadoras de lastro serão utilizadas no procedimento.

Esse trecho já opera de forma experimental, sem passageiros, de segunda a sexta-feira, das 10h às 11h, desde setembro. O horário de operação do modal deve ser ampliado, ainda este mês, quando terá início a operação assistida do VLT, com transporte de passageiros, de forma gratuita, de 8h às 12h.

Obras em andamento

Coordenada pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), a obra de construção do ramal está dividida em três trechos, e avança com mais de 60% de execução. O primeiro a ficar pronto será o trecho 2, que está com 94% de conclusão e fica entre as estações Parangaba e Borges de Melo. Em seguida, deve ser concluído o trecho 1, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo - aqui, os trabalhos avançam e já alcançam 55% de execução. A previsão é de que o trecho 1 seja entregue, no segundo semestre de 2017.

Já o trecho 3, que compreende o percurso entre as estações Borges de Melo e Iate, está com o cronograma em execução, com expectativa de entrega até o início do ano que vem.  Os serviços nos três trechos são executados pelo Consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S.A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda.

Quando finalizado, o VLT terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Parangaba e Mucuripe. Desta extensão, serão 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados. O Ramal atravessará 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90.000 passageiros por dia.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

VLT terá operação assistida em maio

20/04/2017 - Diário do Nordeste

O trecho em questão, de número dois, está com 93% das obras concluídas e será o primeiro a ficar pronto


 
O modal terá um total de 13,4 quilômetros, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 de trechos elevados. O ramal atravessa 22 bairros de Fortaleza, onde se concentram mais de 500 mil moradores Foto: José Leomar O modal terá um total de 13,4 quilômetros, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 de trechos elevados. O ramal atravessa 22 bairros de Fortaleza, onde se concentram mais de 500 mil moradores ( Foto: José Leomar )

Após atraso nas obras e alguns prazos de conclusão ultrapassados, a população deve, enfim, começar a usufruir do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Fortaleza. Em nova estimativa dada pela Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), a operação assistida de parte do ramal Parangaba-Mucuripe, no trecho entre as estações Parangaba e Borges de Melo, deve começar em meados do mês de maio.

A versão de testes com passageiros, mas sem a cobrança de tarifa, deve acontecer de segunda à sexta-feira, no horário de 8h ao meio dia, segundo informou a assessoria de comunicação do Metrofor, órgão responsável pela operação dos trens. O trecho em questão, o dois, está com 93% de execução e será o primeiro a ficar pronto, estando em operação experimental, no horário de 10h às 11h, desde setembro do ano passado. São realizadas quatro viagens por dia, quando são verificados o funcionamento da via férrea, da plataforma e das estações.

De acordo com a Seinfra, a estimativa é que o trecho um, que contempla a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo, deve ser concluído em seguida, sendo entregue de forma parcial a partir de junho deste ano. A ordem de serviço para a retomada das obras no trecho foi assinada em abril de 2016. Os trabalhos alcançam, atualmente, 50% de execução.

Demora

O trecho três, no entanto, entre as estações Iate e Borges de Melo, será o mais demorado a ficar pronto, com estimativa de entrega para o início do ano que vem. Ainda não há previsão de data para início da operação comercial. As obras de todo o ramal Parangaba-Mucuripe foram retomadas em junho de 2015. Os serviços nos três trechos são executados pelo Consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S. A do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda, com orçamento total da obra de R$ 284.644.592,16.

Com estimativa de benefício de 90 mil passageiros por dia, o modal terá total de 13,4 quilômetros, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 de trechos elevados. O ramal atravessa 22 bairros, onde se concentra mais de 500 mil moradores. A implantação da linha foi iniciada em 2012, mas os trabalhos ficaram parados por mais de um ano por problemas com a empresa responsável. Impasses nas desapropriações também demandaram um tempo maior. As obras foram retomadas em 2015.