terça-feira, 26 de janeiro de 2016

CEO da TAP visa concessão do metrô de Fortaleza

25/01/2016 – O Povo Online – Fortaleza/CE

Um empresário que não tem medo de desafios. Este é o perfil de Humberto Pedrosa, que desde os 20 anos está na linha de frente do grupo Barraqueiro, hoje, o maior grupo de transporte de passageiros da Península Ibérica. Há dois meses, juntou ao leque de atuação, que inclui empresas de transporte rodoviário, metroviário e ferroviário, também a aviação. Junto com David Neeleman, adquiriu, em junho de 2015, a TAP – empresa portuguesa que reunia à época dívidas de mais de um bilhão de euros. Mas continua de olho em novas empreitadas. E o mercado brasileiro está neste raio de ação. O empresário está de olho em tudo que possa aparecer em concessões nas áreas ferroviária e metroviária, inclusive o metrô de Fortaleza.

Isso porque, mesmo considerando que o Brasil vive um momento difícil para novos investimentos, ele vem prospectando novos negócios na área de transporte. Além de Manaus, onde já possui uma empresa de ônibus urbano, está acompanhando de perto as movimentações em torno de possíveis concessão e licitações na área de transporte.

Para entrar no mercado brasileiro, Pedrosa optou por buscar um parceiro com quem já tenha uma boa relação. O escolhido foi o empresário e ex-deputado Chiquinho Feitosa, cuja parceria já dura cinco anos.

Em entrevista ao O POVO, ele fala sobre os desafios de investir no setor do transporte e também sobre a TAP. O CEO da companhia afirma que a prioridade agora é renovar a frota, mas a expansão de rotas continua nos planos.

O POVO – A sociedade que o senhor tem no Brasil é basicamente em Manaus?
Humberto Pedrosa – A empresa que temos em Manaus é de linhas urbanas. É uma empresa com cem ônibus, mas a nossa intenção na criação da sociedade com Francisco Feitosa é para investimentos feitos no Brasil dentro da área de transportes. Nós temos experiência em trem. Somos a única empresa ibérica privada, que faz operação de trens e metrô. Somos os operadores de metrô do Porto, do metrô no sul de Lisboa, e de uma linha suburbana de trem, que se chama Fertagus.

OP – Em Fortaleza, o interesse seria nesta linha de trens?
Humberto – Fortaleza, e no Brasil, tudo que o que possa aparecer de concessões na área ferroviária e na metroviária, temos interesse porque temos experiência neste setor.

OP – Mas já tem alguma coisa mais concreta?
Humberto – Estamos esperando que saiam licitações para poder concorrer.

OP – E por que Fortaleza?
Humberto – O mercado de Fortaleza é interessante porque é a rota mais perto de Lisboa, em termos de transporte. Hoje Fortaleza-Lisboa são 6h30min de voo, isso é interessante. E, por outro lado, não queríamos estar sozinhos. Não conhecemos bem o País, as regras, a legislação e etc. Então, conheci o senhor Francisco Feitosa e achei que seria um bom parceiro. Estamos muito satisfeitos. Agora estamos aguardando oportunidades de licitações. Estamos esperando pelo metrô aqui de Fortaleza, se houver licitação e que possa ser operado por uma operadora privada.

OP – O senhor já viu alguma sinalização do Governo disso?
Humberto – Não. O governador anterior (Cid Gomes) visitou há dois ou três anos as operações de trem e metrô em Lisboa. Ele gostou muito e disse que estaria interessado em fazer esta licitação. Ou seja: que a operação fosse feita pelo setor privado. Mas depois não tivemos mais nenhuma indicação de interesse da parte do governador do Ceará. Passadas as eleições, o governador é outro. Eu vou me colocar à disposição do governador, se quiserem visitar as operações que nós fazemos em Portugal. Pode ser interessante.

OP – E a parte de transporte urbano, de ônibus, vocês também têm interesse em expandir?
Humberto – Tenho. Tudo na área de transporte nós temos interesse.

OP – Como avalia o mercado hoje para este tipo de investimento? O senhor considera o Brasil um país de risco ou um país interessante?
Humberto – Acho que no mercado brasileiro o investimento não está fácil. A rentabilidade baixou muito. É preciso confiança para investir. Por outro lado, a área do transporte, principalmente, no transporte urbano, tem sido muito difícil, porque é uma tarifa que pertence à Prefeitura definir. É uma tarifa política. Os custos sobem todo ano: salário, combustível, inflação, etc. E, muitas vezes, passa o ano e não há aumento tarifário e as empresas estão sofrendo. Eu acho que o Governo e as prefeituras têm que ter muita atenção. Não quero dizer que eu esteja desmotivado para investir. Estou motivado porque o transporte público é um bem necessário, é o que dá mobilidade às pessoas. O período é muito difícil, as empresas não estão tendo capacidade para investimento. Isto é ruim, mas será passageiro.

OP – Como o senhor vê Fortaleza em relação a Manaus?
Humberto – Eu vejo Fortaleza um pouco melhor. Houve agora um aumento tarifário e melhorou um pouco, mas a rentabilidade das empresas também é muito baixa.

OP – Qual a média de rentabilidade das empresas hoje?
Humberto – A rentabilidade das empresas, no ano passado, rondava uns 15%. Mas uma empresa de transporte é uma empresa de investimentos anuais intensivos. Tem que renovar a frota todos os anos e se não libertar fundos para fazer investimentos, a frota vai envelhecendo, os custos de manutenção aumentam e aí chega a um ponto que não dá para continuar.

OP – O senhor afirmou que a rentabilidade das empresas no Brasil é de 15%. E em Portugal?
Humberto – Em Portugal a rentabilidade é de aproximadamente 25%. As empresas de transportes têm que ter esta rentabilidade para o investimento intensivo. O preço dos ônibus está muito caro e para uma empresa manter uma idade média aceitável há necessidade de investir todos os anos.

OP – Esta seria a média ideal?
Humberto – Sim, seria o mínimo necessário para manter a empresa numa idade média aceitável, renovando sua frota e dando qualidade para o transporte.

OP – Como o senhor vê a frota hoje no Brasil?
Humberto – A frota está envelhecida. Mas o que é grave é que as empresas não têm capacidade para fazer mais investimentos.

OP- O que seria necessário para manter os investimentos?
Humberto – Há muito transporte aqui no Brasil que é gratuito, mas deveria ser uma responsabilidade dos governos. Na Europa, o preço dos transportes é diferenciado. Reformado (aposentado), pensionista, crianças, estudantes, etc, só pagam 25% da tarifa, mas a diferença é subsidiada pelo Governo. Há necessidade de priorizar mais o transporte de qualidade, mas é necessário que as empresas tenham rentabilidade para melhorar a frota. Tem que haver alguma atenção do Governo em criar estas condições. Cabe ao Estado a parte social, não cabe às empresas.

OP – Qual a média de lucro das empresas?
Humberto – Nas empresas de transporte, o lucro é bastante reduzido por causa da exigência de investimento. Alguns anos atrás, as empresas foram bastante rentáveis. Hoje não, porque a tarifa não é suficiente para fazer frente aos custos.

OP- O senhor assumiu recentemente a TAP. Quais são os projetos da companhia?
Humberto – Passam, em primeiro lugar, pela renovação da frota. A TAP tem hoje uma frota bastante envelhecida. E procurarmos novas rotas, novos mercados.

OP- O senhor tem projetos para ampliar rotas daqui de Fortaleza para Portugal?
Humberto – Fortaleza já tem um voo diário para Portugal e é uma boa rota, com bom movimento.

OP- Como o senhor analisa a disputa por um hub?
Humberto – Um hub tem que ser analisado. Nós estamos na TAP somente há dois meses. Por isso, estamos, neste momento, em fase de análise profunda; ver as rotas que são mais deficitárias que outras; fazendo levantamento de mercado; queremos, em junho, renovar frota de pequeno curso e de médio curso. Estamos apenas começando.

OP – Como é uma gestão compartilhada com o Estado? Como acontece em Portugal?
Humberto – A TAP privatizou 61% da TAP. Entretanto, mudou o Governo, e este novo quer que o Estado fique com a maioria do capital. Estamos negociando com o Governo e, seguramente, vamos chegar a um entendimento para um bom futuro da TAP.

OP – A TAP desativou algumas linhas em Portugal e, inclusive, rotas para Barcelona, Bruxelas, Milão e, aqui, desativou também uma linha de Manaus para Lisboa…
Humberto – Não podemos considerar bem uma desativação o que aconteceu em algumas linhas na Europa. Foram linhas que saíam da cidade do Porto, que não tinham um movimento suficiente e, na Europa, as companhias de bandeira têm tido muita dificuldade de concorrer e fazer face à low cost (empresas de baixo custo), que apresentam tarifas reduzidas. Por isso, há algumas linhas na Europa que vamos suspender no Porto. Mas, em Lisboa, continuamos com as mesmas rotas e, em alguns casos, vamos até aumentar. Em Manaus estamos analisando se vamos fazer ligação com a Azul. Vamos fazer Lisboa-Belém e, em Belém, liga para Manaus com a Azul. Aliás, hoje Manaus é direto Lisboa-Manaus, mas não é direto Manaus-Lisboa, tem parada em Belém. Todos os voos que são triangulares têm um custo enorme. O ideal é fazer com ligação à outra companhia, o que será feito com a Azul.

OP – Tem prazo para estas mudanças ocorrerem?
Humberto – O que temos mais próximo é o levantamento das linhas que dão mais prejuízos à companhia. Não queremos fechar linhas de jeito nenhum, não vamos fechar e pode ter situações que sejam passageiras.

OP – A Azul tem um parceiro chinês que é a HNA Group com 23,7% de participação. Existe a possibilidade de se criar rotas Brasil- Portugal-China?
Humberto – Existe uma grande possibilidade. Não tem nada concreto, mas temos uma boa equipe estudando tudo que é possível de expansão para TAP. O Brasil é um grande mercado.

OP- Qual o peso do mercado do Nordeste do Brasil?
Humberto – O mercado do Nordeste é bem interessante porque tem um clima muito bom e está muito perto da Europa. Um voo para Europa é de seis horas e meia a sete horas, no máximo. Se formos para o Rio de Janeiro, vamos falar em nove horas. Aliás, uma das razões da boa ocupação dos voos é a proximidade que existe.

OP – Tem previsão de expansão dos voos pra cá?

Humberto – Estamos a ver onde é que conseguimos crescer. Estamos estudando com os hotéis em Lisboa para que um brasileiro que queira ir à Europa, antes de ir a Paris, por exemplo, possa passar dois dias em Lisboa a custo zero.


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Linha Sul completa um ano de operação com aporte de 163 milhões em novos investimentos

23/10/2015 - Metrofor

Visão panorámica dos trens elétricos da Linha Sul

Mais conforto, rapidez e segurança nos transportes são a meta do Governo do Estado do Ceará ao viabilizar investimentos de R$ 163,5 milhões em projetos para melhoria da linha Sul do metrô de Fortaleza. Neste mês, a via de maior porte do sistema metroferroviário do Ceará completa um ano de operação comercial. Nesse período, foram transportadas 4,7 milhões de pessoas, sob operação da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), por meio da Secretaria das Cidades.

“Estamos em um momento em que as perspectivas são muito boas, porque já estamos com três contratos em fase de execução, e são contratos que permitirão à linha Sul operar com intervalos de seis minutos, e ainda ampliar significativamente a quantidade de pessoas transportadas, na medida em que as demais linhas sejam concluídas e integradas”, afirma o diretor-presidente da Metrofor, Eduardo Hotz.

Os investimentos são realizados em parceria com o Governo Federal e consistem em tecnologias para automatizar todos os parâmetros de operação dos trens elétricos, melhorar a comunicação para os passageiros e a troca de informações entre os setores operacionais e ainda aprimorar o sistema de bilhetagem. Em 2016, o bilhete para embarque na linha Sul será substituído por cartão eletrônico, para ser lido nas catracas eletrônicas que estão sendo instaladas em todas as estações - começando pelas subterrâneas (Chico da Silva, José de Alencar, São Benedito e Benfica).

O analista de informática Guilherme Pazini é um dos usuários rotineiros da linha Sul. Ele usa o serviço para sair de Maracanaú – onde mora – e chegar ao trabalho, no Centro de Fortaleza. “Para mim, o principal benefício é o tempo do percurso, que consigo fazer em cerca de 33 minutos. Além disso, como sei que o metrô passa a cada 20 minutos, consigo me programar para fazer outras atividades antes ou depois do trabalho, sabendo que na hora que eu precisar o metrô estará lá”, ressalta.

A estudante Maria Alice, de 19 anos, embarca na linha Sul rumo aos momentos de lazer. “Ao andar de metrô você chega mais rápido ao seu destino, com mais segurança e mais conforto. E para mim é um serviço muito bom porque tem metrô perto da minha casa e perto dos lugares que eu vou. Uma viagem que faria em uma hora de ônibus, se for de metrô, eu consigo fazer em meia hora”, relata.

Sistemas e tecnologias:

Além da bilhetagem eletrônica, cujo contrato tem valor R$ 9,1 milhões, estão em fase de execução os contratos para implantação dos sistemas de telecomunicações (R$ 28,7 mi) e sinalização e controle de trens, tráfego e energia (R$ 125,6 mi). O primeiro consiste na instalação de subsistemas que funcionarão nas estações e trens elétricos, aumentando a comunicação com os usuários e a troca de informações entre trens, estações e o Centro de Comando Operacional (CCO).

O segundo sistema consiste na instalação de equipamentos e softwares que controlarão todos os parâmetros do metrô, possibilitando a inserção de mais composições na via férrea, reduzindo o intervalo entre os trens nas estações, com melhoria da operação comercial, em atividade plena.

Saiba mais:

Com 24,1 Km de extensão, a linha Sul do metrô de Fortaleza possui 18 estações que contemplam bairros em Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. A via possui trechos subterrâneos, de superfície e elevados. Manutenções corretivas e preventivas dos trens elétricos são realizadas no Pátio de Manutenções Vila das Flores, em Pacatuba.

Saiba mais sobre os sistemas de Telecomunicações e Sinalização e Controle de Trens Tráfego e Energia

A vida sobre trilhos: saiba como é a rotina dos maquinistas na Metrofor


Serviço

LINHA SUL DO METRÔ DE FORTALEZA:

Horário de Funcionamento: segunda a sábado, de 7h às 19h

Preço: R$ 2,40 (inteira) e R$ 1,20 (estudantes)


Mais informações:

Metrofor - Assessoria de Comunicação

Pedro Alves: (85) 3101 7115

imprensa@metrofor.ce.gov.br

Após 1 ano de operação comercial, linha sul passa por testes para ampliação do serviço

06/11/2015 - Metrofor – Assessoria de Comunicação

Testes técnicos para averiguar a capacidade de ampliação dos transportes na linha sul do Metrô de Fortaleza acontecerão nestes sábado (7) e domingo (8). O objetivo é elevar a demanda sobre via férrea, com a circulação simultânea de vários trens elétricos, computando os dados de desempenho de todos os sistemas e equipamentos. Serão analisados diversos itens que compõem a estrutura e a operação, envolvendo trens elétricos, subestações de energia e rede elétrica aérea (catenárias).

Com isso, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) terá um diagnóstico detalhado da capacidade atual máxima da linha sul. Esses dados serão importantes para o atual modelo de operação, bem como para a formatação das futuras melhorias na oferta do serviço. Para os próximos meses, é previsto o aumento gradativo do número de trens operando simultaneamente na via férrea, fator que aumentará a capacidade de transporte de passageiros e, em consequência, demandará maior desempenho de todos os itens do sistema metroferroviário.

Atualmente, a linha sul circula com oito TUEs (unidades de trem elétrico), que proporcionam intervalos de trem de aproximadamente 20 minutos. Devido aos atuais investimentos da Metrofor, será possível aumentar para 20 o número de trens elétricos em operação, reduzindo para 6 minutos o tempo de espera pelo próximo trem, em todas as estações. Esse cenário é previsto dentro do prazo máximo de dois anos, com avanços gradativos no decorrer desse período. As empresas responsáveis pela instalação e manutenção dos itens da linha sul participam da coleta de informações e dos testes que serão realizados neste fim de semana.

Por causa dos testes, não haverá operação comercial da linha sul neste sábado (7). Com isso, todas as estações em Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba estarão fechadas. Elas reabrem normalmente a partir da segunda-feira (9). Os testes técnicos da linha sul não afetam a operação da linha oeste, que funcionará normalmente no sábado, com todas as estações abertas para embarques e desembarques, no horário entre 5h30 e 20h40.

O principal investimento para melhoria da linha sul do Metrô de Fortaleza consiste na implantação do sistema de sinalização e controle de trens, tráfego e energia, cuja contratação foi realizada em julho, ao custo de R$ 125,6 milhões. Com esse sistema, será possível:

Manter uma contínua supervisão da velocidade máxima de operação permitida em cada trecho da via e impedir que os limites sejam ultrapassados. Com o sistema funcionando plenamente, será possível operar as TUEs (trens unidades elétricas) em até 80 km/h. O limite atual é de 70 km/h.

- Monitorar a distância entre os trens, durante a operação.
- Alinhamento e autorização de rotas dos trens, que será feito a partir do Centro de Controle de Operações (CCO) e dos postos de controle local.
- Bloquear a autorização de eventuais rotas conflitantes.
- Fornecer continuamente aos operadores informações sobre o controle das linhas, tanto em termos de tráfego como de alimentação elétrica.
- Realizar automaticamente a mudança de trilho, através das máquinas de chave eletromecânicas.
- Autonomia para frear o trem em caso de necessidade.

Metrofor – Assessoria de Comunicação

imprensa@metrofor.ce.gov.br


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Obras da Metrofor estão em ritmo acelerado e serão entregues até o final do ano

19/08/2015 - Gabinete do Governador 

Rviaduto 05 menor
Obras de mobilidade urbana gerenciadas pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) estão em ritmo acelerado em Fortaleza. Até o final do ano, serão entregues à população o trecho leste do Viaduto Padre Cícero e a Estação Juscelino Kubitscheck - a 19ª da Linha Sul do metrô de Fortaleza.

Com a entrega do trecho leste do projeto do viaduto será facilitado o fluxo de veículos entre a avenida José Bastos e a rua Padre Cícero. A três quilômetros e meio do local, entre a rua João Nepomuceno e a avenida João Pessoa, encontram-se em estágio avançado as obras da estação Juscelino Kubitschek, localizada entre as estações Couto Fernandes e Parangaba.

Rjk 01 menor
A maior parte das estruturas principais está concluída, restando a finalização de itens de acabamento, como instalação de luminárias, reboco e pintura em alguns trechos, bem como a construção do entorno. Obras acontecem dia e noite no local. Também encontra-se em construção a Estação Padre Cícero, localizada ao lado do viaduto de mesmo nome.

O projeto inclui a construção de uma passarela que terá acessos para a Estação, nos dois lados da avenida José Bastos, passando por cima da via. No entanto, a Metrofor aguarda resolução de processos de desapropriações no âmbito da Justiça, para que esta passarela comece a ser executada. Enquanto isso, operários atuam na consolidação da estrutura principal. O concreto já está completamente executado. Atualmente, estão em fase de fabricação as estruturas metálicas da coberta desta que será a 20º estação da Linha Sul.

As duas estações a mais na Linha Sul foram acrescentados ao projeto por ocasião do pacote de melhorias de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014, que teve Fortaleza como uma das cidades sede.

NÚMEROS

Todo o projeto do Viaduto Padre Cícero, incluindo intervenções de um lado e outro da José Bastos - ou seja, trechos leste e oeste – está com índice de execução em 65,03%, sob responsabilidade da construtora Trama, ao valor global de R$ 19.934.274,21. O trecho leste é o mais avançado. Já o projeto das duas estações a mais na Linha Sul está com execução de 65,77%, sob responsabilidade do consórcio Petra-Convap, ao valor global de R$ 21.103.573,65. A Estação JK é a mais avançada.

SAIBA MAIS

O trecho leste do Viaduto facilitará o fluxo entre a avenida José Bastos e a Rua Padre Cícero. Com a obra, os carros que trafegam na José Bastos (sentido interior-centro) e desejam passar para a Padre Cícero (em direção à avenida Eduardo Girão), poderão entrar à direita, acessando a alça elevada que liga as duas vias.

A obra também contempla os veículos que trafegam na Padre Cícero (sentido Jardim América-Parquelândia) e desejam entrar na José Bastos. O acesso de nível (isto é, sem elevados ou túneis, na altura do solo) está sendo feito aproveitando trecho da rua José Bastos, ao lado via férrea.

O eixo central do viaduto – que consiste no elevado que dará continuidade à Rua Padre Cícero, passando por cima da José Bastos - também fica pronto na conclusão da parte leste do projeto. No entanto, esse trecho central só poderá ser liberado para passagem de veículos após a conclusão de obras do outro lado da avenida (trecho oeste do projeto do Viaduto)

19.08.2015

Pedro Alves - Assessoria de Comunicação
Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor)
Fixo asscom: (85) 3101 7115
Cel pessoal: (85) 9 9604 7697

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Anunciada automatização da Linha Sul durante visita de secretário das Cidades ao Metrofor

11/08/2015 - O Globo

A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) recebeu nesta segunda-feira (10) a visita do secretário das Cidades do Ceará, Lúcio Gomes, que realizou a primeira reunião de trabalho com a Companhia. Lúcio foi recebido pelo presidente da Metrofor, Eduardo Hotz, e pela equipe de diretores da estatal, que apresentaram os projetos em curso e o cronograma de trabalho para os próximos meses. Entre as ações, foi detalhado o projeto de automatização da Linha Sul do metrô de Fortaleza, cuja contratação foi realizada em julho. "Foi uma reunião muito positiva e que faz parte de uma série de reuniões que estou fazendo com todas as vinculadas da pasta das Cidades. Assim como outros serviços que nós gerenciamos, o metrô sem dúvida é uma atividade de forte impacto na vida da população e essa reunião serviu para iniciar esse acompanhamento que será realizado constantemente", afirmou Lúcio, que tomou posse no cargo no início do mês.

R MetroforA automatização da Linha Sul consiste na implantação do Sistema de Sinalização e Controle de Trens, Tráfego e Energia, que será fornecido e implantado pela empresa MPE Engenharia e Serviços Ltda, ao valor global de R$ 125,6 milhões, que são compostos por recursos do Governo do Estado (21,79%) e da União (78,21%). A ordem de serviço foi assinada no dia 17 de julho e o prazo de execução é de dois anos e meio. "Esse sistema controla, por computador, todos os sistemas operacionais e de segurança da linha metroviária. É um sistema essencial. Ele permite que os trens andem na sua velocidade comercial mais adequada, que atendam à sua programação de trabalho; o sistema ainda permite o menor intervalo possível entre os trens, com a máxima segurança", pontua Eduardo Hotz. "O encontro com o secretário foi altamente produtivo e fundamental para as melhorias no serviço que serão implantadas", completou o presidente do Metrofor

O Sistema de Sinalização e Controle de Trens, Tráfego e Energia é o módulo que permitirá o alcance das capacidades máximas da Linha Sul do metrô de Fortaleza. Ele é composto por um conjunto de equipamentos e softwares capazes de monitorar e controlar automaticamente diversos parâmetros operacionais do metrô. Por isso, esse sistema permitirá o aumento do número de trens elétricos em operação, bem como o aumento da velocidade. Em conjunto com outros módulos, o sistema viabilizará a redução do tempo médio de espera por trens nas estações, que deve cair dos atuais 20 minutos, para até 6 minutos, quando a execução chegar à totalidade. Com isso, haverá uma ampliação significativa na capacidade de transporte de passageiros do metrô de Fortaleza. Além de Lúcio, Hotz e os diretores da Metrofor, participaram da reunião o secretário adjunto da Secretaria das Cidades, Quintino Vieira, e o secretário executivo da pasta, Ronaldo Borges.

Saiba mais:

No início de julho, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) assinou ordem de serviço para outro importante sistema que faz parte dos aprimoramentos da Linha Sul.

AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DO SISTEMA DE SINALIZAÇÃO E CONTROLE DE TRENS, TRÁFEGO E ENERGIA DA LINHA SUL

· Manter uma contínua supervisão da velocidade máxima de operação permitida em cada trecho da via, e impedir que os limites sejam ultrapassados. Com o sistema funcionando plenamente, será possível operar as TUEs (trens unidades elétricas) em até 80 km/h. O limite atual é de 70 km/h.

· Monitorar a distância entre os trens, durante a operação.

· Alinhamento e autorização de rotas dos trens, que será feito a partir do Centro de Controle de Operações (CCO) e dos postos de controle local, com cancelamento automático após a passagem dos trens.

· Bloquear a autorização de eventuais rotas conflitantes.

· Fornecer continuamente aos operadores informações sobre o controle das linhas, tanto em termos de tráfego como de alimentação elétrica.

· Realizar automaticamente a mudança de trilho, através das máquinas de chave eletromecânicas.

· Autonomia total para frear o trem em caso de necessidade.

Assessoria de Comunicação da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos - Metrofor
Pedro Alves / (85) 3101 7115 ou 99604 7697
imprensa@metrofor.ce.gov.br

Giselle Dutra
Gestora de Célula / Secretarias

Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado
Casa Civil
comunicacao@casacivil.ce.gov.br / (85) 3466.4898

quarta-feira, 15 de julho de 2015

VLT do Subúrbio de Salvador: licitação sai em agosto

13/07/2015 - Pregopontocom

O governo do Estado da Bahia lançara no mês de agosto o edital para a construção do novo sistema de VLT "Veículo Leve Sobre Trilhos",que substituirá os velhos e antigos trens que fazem a ligação Parípe/Calçada,e chegara ao Terminal da França no Comércio.A linha atual com 13 km (Calçada/Paripe) terá a partir da inclusão do trecho Calçada/T.da França,18,5 km no total e o sistema devera transportar cerca de 100 mil passageiros/dia. A obra esta orçada em R$ 1.1 bi, com R$ 552 mi do governo federal e R$ 448 mi do Gov. estadual. 

O sistema passara a contar com composições de VLTs com piso baixo,climatização além de reformas das vias férreas,com troca de dormentes,trilhos,das linhas aéreas,subestações de energia,das estações com modernização e o rebaixamento das plataformas de embarque/desembarque,além da implantação de novo sistema de sinalização e controle operacional.O novo serviço que oferecera mais conforto rapides e segurança para os usuários,deverá melhorar em muito o sistema de transportes que atualmente atende de maneira bastante precária a população do Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Fonte: Pregopontocom
Publicada em:: 13/07/2015

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Linha Leste do Metrô: volta da obra sem previsão


Diário do Nordeste - Fortaleza/CE - INTERNACIONAL - 07/07/2015 - 10:57:14

As obras da Linha Leste estavam sendo executadas pelo consórcio formado pelas empresas Cetenco Engenharia e Acciona Infraestructuras
Foto: JL ROSA

Paralisadas há mais de dois meses, as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza não têm previsão de retomada. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), a administração estadual ainda trabalha com três possibilidades para reiniciar os serviços: permitir que a execução seja feita por uma das empresas do consórcio vencedor do processo licitatório; consultar o segundo colocado, para saber se há interesse em assumir o contrato; ou realizar uma nova licitação para o projeto.

As obras da Linha Leste estavam sendo executadas pelo consórcio Cetenco-Acciona, formado pelas empresas Cetenco Engenharia e Acciona Infraestructuras. O consórcio venceu a licitação para o serviço em outubro de 2013, apresentando um orçamento de R$ 2,3 bilhões.

Neste ano, todavia, a pasta considerou que o ritmo dos trabalhos estava aquém do aceitável, e alternativas começaram a ser estudadas. Conforme a secretaria, a Acciona Infraestruturas pediu para continuar sozinha como executora do contrato, mas essa possibilidade foi negada pela Seinfra, após análise técnica e jurídica.

"No entanto, por questão de segurança jurídica e resguardo do interesse público, o pleito foi submetido à apreciação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para conclusão da análise. Tal encaminhamento visou evitar decisões divergentes entre as instâncias do Executivo", destacou a secretaria.

Análise

Embora a questão ainda esteja sob análise da PGE, a Seinfra afirma já estudar os impactos e os custos da convocação do segundo colocado na licitação, o consórcio Mobilidade Urbana, formado pelas empresas Marquise, Queiroz Galvão e Camargo Correia. Caso aceite assumir o contrato, o grupo teria de em igual prazo e nas mesmas condições firmadas com o consórcio Cetenco-Acciona. Os custos para a realização de um novo processo licitatório, com novas empresas concorrendo para executar o serviço, também está sendo avaliado pela Seinfra.

A Linha Leste terá 13 quilômetros de extensão, dos quais 12 quilômetros serão subterrâneos e 1 quilômetro será em superfície. O percurso será feito com trens elétricos, que ligarão o Centro ao bairro Edson Queiroz.

O projeto prevê a construção de onze estações: Estação Catedral, Colégio Militar, Luíza Távora, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2.000, Bárbara de Alencar, CEC e Edson Queiroz.

A previsão da administração estadual é que a linha, quando estiver integrada aos demais modais de transporte, atenda a cerca de 400 mil usuários por dia, em viagens com percurso de 17 minutos. A obra conta com recursos de R$ 1 bilhão por meio do Orçamento Geral da União (OGU), R$ 1 bilhão financiado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de contrapartida de R$ 300 milhões do tesouro estadual.