quinta-feira, 27 de março de 2014

Deputada fala dos problemas do Metrô de Fortaleza na Assembleia

26/03/2014 - Assembleia Legislativa do Ceará

Entre os problemas detectados, citou a falta de ar-condicionado; trens lotados, com idosos e mulheres grávidas em pé; trens quebrados; atrasos e uma total incerteza de horários da chegada de trens

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (26/03), a deputada Fernanda Pessoa (PR) pediu uma mobilização com a bancada federal do Ceará para a aprovação do projeto de lei 6.876/2010. A matéria, de autoria da deputada federal Gorete Pereira (PR-CE), altera o artigo 103-C da Lei 10.233/2001. Segundo Fernanda Pessoa, essa lei de 2001 alterou a 9.603/98, que garantia aos empregados transferidos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para o Metrofor, os recursos integrais para pagamento dos salários, vantagens e benefícios até dezembro de 2001.

A parlamentar disse que, desde 2006, os recursos deixaram de ser integrais e passaram a ser repassados por meio de aditivos. "E, estes aditivos nunca mais foram repassados de maneira integral, como determinava a lei 9.603/98. Como o repasse deixou de ser integral, o Metrofor passou a adotar a política salarial dos servidores do estado, o que vem causando enormes prejuízos aos empregados transferidos em 2002", ressaltou.

A parlamentar republicana informou ainda que durante visita feita às linhas de metrô de Fortaleza com a deputada Eliane Novais (PSB), além das questões trabalhistas e das péssimas condições de trabalho dos metroviários, foram constatadas a falta de estrutura das estações e dos trens. "Pegamos os trens, tanto na Linha Sul como na Linha Oeste, descemos nas estações, conhecemos as instalações das estações; conversamos com os funcionários e vimos in loco a situação do Metrô de Fortaleza e dos funcionários", pontuou.

Entre os problemas detectados, citou a falta de ar-condicionado; trens lotados, com idosos e mulheres grávidas em pé; trens quebrados; atrasos e uma total incerteza de horários da chegada de trens, já que frequentemente ficam rodando apenas dois trens, após os outros terem apresentado problemas. A deputada observou ainda que não há rampa em nenhuma das estações subterrâneas. Há elevadores e escadas rolantes, porém, os geradores não estão funcionando. "Caso falte energia, esses equipamentos não funcionam", pontuou.

Além disso, foi encontrado, segundo ela, problemas na infraestrutura das estações, e citou como exemplo, pisos alagados dentro da estação, nas partes cobertas, sem nenhuma sinalização, podendo ocasionar acidente.

Em aparte, se manifestaram os deputados Heitor Férrer (PDT), João Jaime (DEM), Antonio Carlos (PT) e Júlio César Filho (PTN). Heitor lamentou "que depois de tanto tempo e de investimentos maciços o metro tenha a qualidade descrita pela senhora". Jaime pontuou que as informações podem servir de subsídio ao debate sobre mobilidade urbana pelo Bloco de Oposição, criado na Casa. Antonio Carlos registrou a existência de um trem parado, no Bairro de Fátima, "pegando sol e chuva".

Julio César Filho, vice-líder do Governo, informou que o engenheiro Rômulo Fortes, presidente do Metrofor, já se colocou à disposição para dar explicações sobre o assunto. O parlamentar ressaltou que a Linha Sul ainda está em fase de testes e garantiu que quando for entregue à sociedade os problemas estarão sanados.

Fonte: Assembleia Legislativa do Ceará 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Linha Oeste do Metrofor: Assembleia autoriza financiamento para modernização

22/02/2014 - Governo do Ceará 

A Linha Oeste do Metrô de Fortaleza, que liga a Capital ao município de Caucaia, será modernizada para atender de forma adequada a uma demanda estimadade 337 mil passageiros por dia até 2020

A Assembleia Legislativa do Estado, em sessão ordinária, autorizou nesta quinta-feira (22), o pedido de financiamentojunto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 579 milhões para ofinanciamento dos serviços de eletrificação e duplicação da Linha. A Linha Oeste do Metrô de Fortaleza, que liga a Capital ao município de Caucaia, será modernizada para atender de forma adequada a uma demanda estimadade 337 mil passageiros por dia até 2020, com previsão de integração intermodal nas estações. O investimento fazparte do PAC 2- Mobilidade Urbana e será complementado ainda com R$ 610 mil do Orçamento Geral da União(OGU) e R$ 30,5 milhões de contrapartida do Governo do Estado, totalizando R$ 1,2 bilhão. Uma vez autorizadoo financiamento, já priorizado pelo BNDES, o Governo do Estado, mediante a Secretaria da Infraestrutura doEstado (Seinfra) e sua vinculada, Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), darãocontinuidade ao processo com o envio de relatórios técnicos detalhados do projeto.

As obras civis de eletrificação e duplicação da via permanente ao longo dos seus 19,5 km de extensão (sendo 1,1 km em elevado e18,4 km em superfície), instalação de sistemas fixos de eletrificação, sinalização e telecomunicações, construção de um centroscontrole e de manutenção, implantação de 10 Trens Unidades Elétricas (TUEs), construção de 13 estações, urbanização do entornodas estações, construção de túneis, pontes, passarelas de pedestres, viadutos ferroviários e rodoviários e acessos além detreinamento de pessoal e manutenção do sistema, entre outros serviços.

A modernização da Linha Oeste contempla a construção de 13 estações, sendo 10 em superfície: Floresta, Padre Andrade, SãoMiguel, Parque Albano, Conjunto Ceará, Jurema, Araturi, Nova Metrópole, Parque Soledade e Caucaia, e três em elevado: ÁlvaroWeyne, Antônio Bezerra e Francisco Sá. O material rodante será constituído de 10 TUEs, cada um composto por seis carros com ar-condicionado.

A Linha Oeste do Metrô de Fortaleza já recebeu melhorias nos últimos sete anos com serviços como a construção do viaduto sobre a rua Visconde de Cauípe, de 50 metros, a reforma das suas atuais 9 estações de passageiros,a remodelação de 31 carros e quatro locomotivas bem como a implantação, manutenção e substituição de peçase dormentes ao longo de sua via permanente. O investimento foi da ordem de R$ 80 milhões. Foram reformadasas seguintes estações: Álvaro Weyne, Padre Andrade, Antônio Bezerra, São Miguel, Parque Albano, ConjuntoCeará, Jurema, Araturi e Caucaia.

Uma vez completo, O Metrô de Fortaleza com a Linha Oeste remodelada e eletrificada, integrada com as LinhasSul – já em operação assistida - e Linha Leste – em implantação - abrangerá os municípios de Fortaleza,Caucaia, Maracanaú, e Pacatuba. O projeto trará grande impacto sobre a mobilidade urbana do município deFortaleza, aumentando a acessibilidade da população, gerando fluidez no trânsito e diminuindo pontos deengarrafamento em regiões críticas da cidade, com durabilidade, segurança e conforto.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Seinfra/Governo do Ceará 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

1º estação de Fortaleza será desativada

09/01/2014 - Diário do Nordeste

Após 141 anos de história, a Estação Ferroviária João Felipe, a primeira de Fortaleza, que fica localizada no Centro da cidade, será desativada na próxima segunda-feira (13). A partir desse dia, os oito mil passageiros que passam pelo espaço diariamente farão seu embarque e desembarque através de uma estação provisória, localizada no fim da Rua Padre Mororó.

Na área onde hoje estão os trilhos será construído um percurso subterrâneo para a Linha Leste da Companhia do Metrô de Fortaleza (Metrofor). O projeto de escavação atingirá parte do terreno próximo aos trilhos da Linha Oeste, que faz parte da Estação João Felipe.

Após vários anos utilizando aquela estação ferroviária durante o seu deslocamento de casa para o trabalho, o mestre de obras Osmar Batista vai ter que fazer um caminho diferente. "No começo vai ser muito esquisito, pois esse lugar faz parte da nossa vida", admitiu.

Osmar Batista também destacou que com o passar dos anos faltou manutenção para aquele espaço. A sujeira, além da falta de cuidado, acaba prejudicando parte da aparência do local, que ainda dispõe de uma bela estrutura. Ele espera que todo esse lugar possa ser revitalizado e, consequentemente, utilizado pela população.

A empregada doméstica Antônia Cláudia Moura não concorda com a desativação da João Felipe, devido à sua história. "Um local como esse deve ser usado pra sempre".

Agora, ela teme que a estação provisória não possa comportar o número de passageiros que passam todos os dias pela Linha Oeste. "Será que um local provisório vai conseguir aguentar toda essa gente que passa por aqui", perguntou Antônia Cláudia.

Para que os passageiros possam ficar sabendo da mudança, a assessoria do Metrofor informou que existem equipes orientando as pessoas sobre as mudanças que acontecerá na próxima semana. A estação provisória fica no fim da Rua Padre Mororó, ao lado da Estação Chico da Silva, que faz parte da Linha Sul do metrô de Fortaleza.

No local onde ficará a estação provisória, é possível observar que ainda existe muito trabalho a ser feito até a próxima segunda-feira. Na tarde de ontem, a estrutura ainda estava sendo montada pelos operários. Até agora, apenas as barras de ferro que farão parte da estrutura e os tijolos que vão ficar no chão.

Projeto

De acordo com o Metrofor, existe um projeto do governo do Estado para transformar aquela área da estação ferroviária em um equipamento cultural com a criação de museus, restaurantes e praças. Porém, até agora, ainda não há uma data para o início desse plano.

A Linha Leste do metrô de Fortaleza, que tem a sua construção como o motivo para a desativação da João Felipe, é um projeto orçado em cerca de R$ 3,5 bilhões. Uma linha totalmente subterrânea com traçado de 12,4 quilômetros de extensão. A obra fará a ligação entre o Centro, partindo da estação Chico da Silva, até o Fórum Clovis Bevilaqua, no bairro Edson Queiroz.

Equipamento foi o 1º erguido em Fortaleza

A primeira estação ferroviária de Fortaleza teve a sua construção iniciada em 1871 e, na época, chamava-se Estrada de Ferro de Baturité. Nesse mesmo ano, a primeira locomotiva da estrada de ferro, batizada de Fortaleza, chegou à Capital. Após dois anos, aconteceu a inauguração da Estação Central, como também ficou conhecida. Somente sete anos mais tarde foram construídos o Chalé da Diretoria e Oficinas.

Em 1880, o espaço foi reinaugurado depois de passar por alterações definitivas num projeto do engenheiro Henrique Flogare. A reforma do prédio foi executada com mão de obra de retirantes da seca do ano de 1877. O terreno era da sesmaria de Jacarecanga de procedência da família Torres. A estação passou por uma segunda reforma em 1922, por ocasião do centenário da independência brasileira.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

1º estação de Fortaleza será desativada

09/01/2014 - Diário do Nordeste
 
Após 141 anos de história, a Estação Ferroviária João Felipe, a primeira de Fortaleza, que fica localizada no Centro da cidade, será desativada na próxima segunda-feira (13). A partir desse dia, os oito mil passageiros que passam pelo espaço diariamente farão seu embarque e desembarque através de uma estação provisória, localizada no fim da Rua Padre Mororó.
 
Na área onde hoje estão os trilhos será construído um percurso subterrâneo para a Linha Leste da Companhia do Metrô de Fortaleza (Metrofor). O projeto de escavação atingirá parte do terreno próximo aos trilhos da Linha Oeste, que faz parte da Estação João Felipe.
 
Após vários anos utilizando aquela estação ferroviária durante o seu deslocamento de casa para o trabalho, o mestre de obras Osmar Batista vai ter que fazer um caminho diferente. "No começo vai ser muito esquisito, pois esse lugar faz parte da nossa vida", admitiu.
 
Osmar Batista também destacou que com o passar dos anos faltou manutenção para aquele espaço. A sujeira, além da falta de cuidado, acaba prejudicando parte da aparência do local, que ainda dispõe de uma bela estrutura. Ele espera que todo esse lugar possa ser revitalizado e, consequentemente, utilizado pela população.
 
A empregada doméstica Antônia Cláudia Moura não concorda com a desativação da João Felipe, devido à sua história. "Um local como esse deve ser usado pra sempre".
 
Agora, ela teme que a estação provisória não possa comportar o número de passageiros que passam todos os dias pela Linha Oeste. "Será que um local provisório vai conseguir aguentar toda essa gente que passa por aqui", perguntou Antônia Cláudia.
 
Para que os passageiros possam ficar sabendo da mudança, a assessoria do Metrofor informou que existem equipes orientando as pessoas sobre as mudanças que acontecerá na próxima semana. A estação provisória fica no fim da Rua Padre Mororó, ao lado da Estação Chico da Silva, que faz parte da Linha Sul do metrô de Fortaleza.
 
No local onde ficará a estação provisória, é possível observar que ainda existe muito trabalho a ser feito até a próxima segunda-feira. Na tarde de ontem, a estrutura ainda estava sendo montada pelos operários. Até agora, apenas as barras de ferro que farão parte da estrutura e os tijolos que vão ficar no chão.
 
Projeto
 
De acordo com o Metrofor, existe um projeto do governo do Estado para transformar aquela área da estação ferroviária em um equipamento cultural com a criação de museus, restaurantes e praças. Porém, até agora, ainda não há uma data para o início desse plano.
 
A Linha Leste do metrô de Fortaleza, que tem a sua construção como o motivo para a desativação da João Felipe, é um projeto orçado em cerca de R$ 3,5 bilhões. Uma linha totalmente subterrânea com traçado de 12,4 quilômetros de extensão. A obra fará a ligação entre o Centro, partindo da estação Chico da Silva, até o Fórum Clovis Bevilaqua, no bairro Edson Queiroz.
 
Equipamento foi o 1º erguido em Fortaleza
 
A primeira estação ferroviária de Fortaleza teve a sua construção iniciada em 1871 e, na época, chamava-se Estrada de Ferro de Baturité. Nesse mesmo ano, a primeira locomotiva da estrada de ferro, batizada de Fortaleza, chegou à Capital. Após dois anos, aconteceu a inauguração da Estação Central, como também ficou conhecida. Somente sete anos mais tarde foram construídos o Chalé da Diretoria e Oficinas.
 
Em 1880, o espaço foi reinaugurado depois de passar por alterações definitivas num projeto do engenheiro Henrique Flogare. A reforma do prédio foi executada com mão de obra de retirantes da seca do ano de 1877. O terreno era da sesmaria de Jacarecanga de procedência da família Torres. A estação passou por uma segunda reforma em 1922, por ocasião do centenário da independência brasileira.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Metrô de Fortaleza: Dilma pode dar ordem de serviço da Linha Leste

03/11/2013 - Diário do Nordeste

Com visita programada ao Ceará na próxima quinzena do mês, a presidente Dilma Rousseff deverá dar a ordem de serviço para as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza e sobrevoar as obras da transposição do Rio São Francisco no Estado.

Foto: Alex Costa
Além disso, ela poderá, também, participar de uma cerimônia de assinatura do Termo de Compromisso entre o Governo do Estado e a Petrobras para a Reserva Indígena Anacé, uma das condicionantes para a aprovação do projeto da Refinaria Premium II para a Funai.

A vinda da presidente foi confirmada por fonte ligada ao Governo do Estado, mas a data exata ainda não está definida. A assessoria de imprensa da Presidência da República só possui agenda programada para a presidenta até o próximo dia 10, mas há informações, segundo publicado ontem pelo jornal Valor Econômico, de que esta visita seria feita nos dias 21 e 22 deste mês. A fonte informou que a agenda ainda está sendo montada pelo Governo do Estado.

As possibilidades de programação serão apresentadas à Presidência da República, que irá fazer a definição. A prioridade para o governo seria a linha do metrô. As obras, orçadas em R$ 2,25 bilhões, configurando o maior investimento público da história do Ceará, tiveram seu contrato assinado no último dia 11 de outubro pelo governador Cid Gomes com o consórcio vencedor, formado pelas empresas Cetenco Engenharia e Acciona Infraestructuras.

A previsão, então, era de que essa ordem saísse até o fim do mês passado, mas tudo indica que o governador resolveu segurar a cerimônia para contar com a presença de Dilma.

Por Sérgio de Sousa
Informações: Diário do Nordeste

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dilma terá R$ 6,1 bi para mobilidade no Ceará

22/11/2013 - Diário do Nordeste

A quarta visita da presidente Dilma Rousseff ao Ceará neste ano, realizada hoje, deverá ser marcada pelo anúncio de R$ 6,12 bilhões para obras de mobilidade urbana no Estado e por mais uma solenidade - a segunda em 2013 - relacionada à refinaria Premium II, empreendimento que acumula atrasos em cronogramas anunciados, mas que, segundo a Petrobras, terá suas obras licitadas em abril do próximo ano. Em abril último, a chefe do Executivo federal presenciou a entrega à estatal do terreno que abrigará a usina e, hoje, acompanha a assinatura do Termo de Compromisso para a Reserva Indígena Taba dos Anacé, que foi uma das condicionantes exigidas pela Funai ao dar anuência ao projeto de refino. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, também deverá estar presente.

"Não sei se a Graça (Foster) vem, mas está agendado nessa programação o anúncio formal da área que vai abrigar a etnia Anacés, que surgiu a partir da discussão sobre a área da refinaria", enfatiza o governador do Ceará, Cid Gomes.

Primeiras ações

Enquanto as obras da refinaria Premium II não são iniciadas, a Petrobras atua no momento em ações auxiliares à instalação do empreendimento. Além da realização do cercamento da área que receberá a refinaria, que teve início em setembro e deverá seguir até abril de 2014, a estatal já solicitou à Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) as licenças de instalação para a construção de um píer no Porto do Pecém, das dutovias por onde serão movimentados os granéis líquidos e de uma área próxima ao porto para o recebimento de materiais.

"A refinaria é constituída por uma série de equipamentos que são licenciáveis individualmente. Mas, no momento, a Petrobras está buscando o licenciamento para equipamentos que não compõem exatamente o campo de refino, mas que vão proporcionar a logística necessária para o empreendimento", explica o superintendente adjunto da Semace, Arilo Veras.

De acordo com ele, a Petrobras deu entrada no pedido de licença para a instalação de uma área auxiliar para a refinaria, que ficará localizada próximo ao Porto do Pecém e que, segundo ele, funcionará como uma "antessala" da usina, recebendo todos os materiais para a planta. "A Semace já avaliou o pedido e solicitou à empresa um estudo de viabilidade ambiental, pra que a gente possa analisar o projeto e prosseguir no licenciamento", explica.

A estatal também solicitou licenciamento para a construção de um píer no Porto do Pecém pelo qual irá receber os equipamentos de grande porte, a exemplo de caldeiras, que formarão a planta de refino. O píer será constituído por plataformas ligadas ao continente por ponte. O superintendente adjunto da Semace informa que, em um prazo de aproximadamente 15 dias, o órgão deverá liberar um termo de referência solicitando à Petrobras a realização de estudos para a instalação do píer.

Já em relação às dutovias, Veras explica que a Semace já havia liberado a licença para a sua instalação, mas, como estudos posteriores realizados pela Petrobras determinaram modificações no projeto dos dutos, a licença terá que ser alterada e, no momento, está em análise pelo órgão ambiental.

Reserva indígena

Em solenidade na manhã de hoje, a presidente Dilma Rousseff participará da assinatura do Termo de Compromisso para a instalação da Reserva Indígena Taba dos Anacé. A formalização do termo, que será feita entre o Governo do Estado, a Petrobras e a Funai, era esperada desde julho passado, segundo expectativas anunciadas por representantes do governo. A presidente da estatal, Graça Foster, participará da cerimônia, juntamente com o diretor de Abastecimento da empresa, José Carlos Consenza.

A parte que cabia ao Estado já foi feita, que é a aquisição do terreno que abrigará a reserva e indenização das casas desapropriadas nas comunidades de Bolso e Matões, em um orçamento de R$ 15 milhões. Agora, caberá à Petrobras o mesmo investimento, a ser aplicado na construção de casas, fornecimento de água e energia, entre outras obras de infraestrutura, para atender à reserva indígena.

A Petrobras ainda está em negociações com investidores estrangeiros que possam entrar como sócios da refinaria cearense. Em seu último pronunciamento sobre o assunto, Foster informou que a chinesa Sinopec - que já vinha em negociações com a empresa para possível participação da Premium I, no Maranhão - está sendo sondada também para ser sócia da Premium II.

Pacto da Mobilidade

No evento hoje pela manhã, no Centro de Fortaleza, Dilma Rousseff anunciará recursos da ordem de R$ 6,12 bilhões para obras de mobilidade urbana no Ceará. Desse montante, R$ 5,7 bilhões são do PAC 2 Mobilidade Urbana, sendo R$ 2 bilhões oriundos do Orçamento Geral da União (OGU), R$ 1,8 bilhão de financiamento público, R$ 1,7 bilhão de contrapartida do estado e R$ 200 milhões de contrapartida da prefeitura.

O restante - R$ 384 milhões - são para investimentos em pavimentação urbana, que, somados aos R$ 5,7 bilhões, totalizam R$ 6,12 bilhões na carteira de obras de mobilidade urbana do Ministério das Cidades para o Ceará.

Na ocasião, Dilma assinará a ordem de serviço do maior investimento público já feito pelo governo do Estado, a Linha Leste do Metrô de Fortaleza, orçada em R$ 2,25 bilhões. Tendo seu contrato assinado no mês passado, a obra ligará o Centro ao bairro Edson Queiroz, com estações totalmente subterrâneas.

Após a cerimônia, a presidente seguirá para Horizonte, onde irá inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). "Depois, voltamos para Fortaleza. Ela (Dilma) tem um almoço com o prefeito, comigo e com os ministros que estão acompanhando", afirma Cid Gomes.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

População se adapta à nova realidade no metrô

15/10/2013 -  Diário do Nordeste

Hoje se completam sete meses da inauguração da Linha Sul do Metrô de Fortaleza, que entrou em funcionamento com seus primeiros 15 quilômetros, de um percurso que compreende 24,1 quilômetros. Atualmente, a população utiliza 90% da obra de mobilidade, ou seja, exatos 22 quilômetros. Durante este tempo, muita coisa mudou no ir e vir daqueles que antes utilizavam o trem e, agora, andam de metrô. 

O tempo é a principal delas. Antes, era escasso; agora, sobra. Pelo menos é o que tem acontecido na vida do auxiliar de produção Willame da Silva Lopes, 22 anos. "Moro no bairro Aracapé e, para qualquer lugar que eu pretendia ir, já sabia que levaria no mínimo 40 minutos. Mas, hoje, por exemplo, se eu e resolver ir para Parangaba, eu gasto somente dez minutos, o que antes chegava em meia hora". 

Ele comenta que era criança quando ouviu falar que iriam construir um metrô em Fortaleza. "No meu imaginário de menino, aquilo tudo era muito moderno, tecnológico, e cheguei até a pensar que nunca ia sair. Como seria andar de metrô, alguém que só andava de trem? Achava algo surreal". 

Porém, o tão esperado meio de transporte chegou, mesmo após 14 anos. E Willame relata que ficou surpreso com tanta rapidez no ir e vir, assim como a questão da segurança e conforto. "No trem, era tudo quebrado e calor. Hoje, faço uma viagem tranquila, claro que depende do horário, pois cedo é lotado". 

Preocupação 

Compartilha da mesma opinião do auxiliar de produção a representante de vendas Vera Castelo Branco, 42 anos. Entretanto, ela preocupa-se com a manutenção do metrô. "Por enquanto, tá tudo muito conservado por conta dos seguranças dentro das linhas, mas será que vai ser assim sempre?", indagou. 

Outra questão a ser levantada por ela é em relação aos banheiros nas estações. "Eu trouxe minha filha e meu sobrinho para conhecerem o transporte, pois, para as crianças, isso é uma aventura. Foi bastante divertido, porém, sentiram vontade de urinar. Quando fui procurar, não havia nenhum banheiro", relata. 

Sobre a questão, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) esclareceu, por meio de nota, que, em todo o mundo, as novas estações de metrô que são construídas não possuem banheiros abertos ao público. Isto porque foi constatado que estes espaços serviam mais à criminalidade do que ao seu propósito inicial. Já as estações de metrôs antigas possuem banheiros, porém privados e não coletivos/gratuitos. 

Além disso, eles ressaltaram que o metrô é um local de passagem, como uma parada de ônibus, onde, no futuro, as pessoas não passarão mais de 15 minutos. O Metrofor salientou que nas estações da Linha Sul há banheiros para funcionários, que podem ser utilizados em casos de emergência por passageiros. 

História 

A Linha Sul do Metrô de Fortaleza é uma obra construída com recursos dos Governos Federal e Estadual, sendo gerenciada pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) e pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). 

O metrô começou a ser construído em janeiro de 1999. Somente a partir de 2007 houve um incremento no ritmo de execução das obras. O período de 2007 a 2012 foi responsável por mais de 58% de todos os investimentos feitos na Linha Sul. Além disso, nesse período, o Governo do Estado conseguiu garantir o investimento de R$ 35 milhões provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento PAC 2, do Governo Federal, para a construção das estações Padre Cícero e Juscelino Kubitschek. 

Em 15 de junho 2012, o primeiro trecho da Linha Sul do Metrô de Fortaleza foi entregue à população, contando com 12 estações entre os municípios de Fortaleza, de Maracanaú e de Pacatuba, o que totalizava um percurso de 15 quilômetros. Em 28 de setembro, foram inauguradas mais três estações: Couto Fernandes, Porangabuçu e Benfica, chegando a 20 quilômetros. 

Em 22 de outubro, foi entregue a Estação São Benedito, a primeira no Centro de Fortaleza. Para que o percurso de 24,1 quilômetros seja finalizado, falta a conclusão das estações José de Alencar e Chico da Silva, também no Centro. Ambas serão inauguradas até o início de março deste ano. No período que ficou em funcionamento, cerca de 580 mil pessoas usaram o equipamento. 

Cariri 

No Cariri, onde já ocorre a operação comercial, os veículos leves sobre trilhos (VLTs) foram recolhidos para uma manutenção mais intensa. A via possui extensão de 13,6 quilômetros. No decorrer do percurso, há nove estações, sendo cinco em Juazeiro do Norte e quatro no Crato. São elas: Juazeiro, Teatro, Crato, Fátima, São Pedro, Antônio Vieira, São José, Muriti e Padre Cícero. O valor da passagem inteira é R$ 1; e a meia, R$ 0,50. 

A Linha Sul, ligando as cidades de Fortaleza e Pacatuba, passa por 15 bairros. São eles: Centro, Benfica, Porangabuçu, Rodolfo Teófilo, Parangaba, Vila Pery, Manoel Sátiro, Mondubim, Conjunto Esperança e Aracapé; em Maracanaú, Alto Alegre, Acaracuzinho, Novo Maracanaú e Centro; e em Pacatuba, na Estação Vila das Flores. Recomeça também a operação assistida, que ocorre de 8h às 12h, de segunda à sexta. 

ENQUETE 
O que mudou na sua vida? 

"Antes, não via fiscalização dentro do trem. A minha vida melhorou bastante. Antes, levava 25 minutos para ir ao Centro, agora só são, no máximo, dez. Eu via muita marginalidade e tinha até medo" 
Marileide Marques Cândido 
Dona de casa 

"Eu não andava muito de trem, mas, quando eu usava, demorava muito tempo. Afora que, antes, era muito difícil arranjar emprego. Algumas vizinhas minhas conseguiram emprego, devido ao tempo para ir ao trabalho" 
Antonieta Rodrigues 
Dona de casa