quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Obras da Metrofor estão em ritmo acelerado e serão entregues até o final do ano

19/08/2015 - Gabinete do Governador 

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Obras de mobilidade urbana gerenciadas pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) estão em ritmo acelerado em Fortaleza. Até o final do ano, serão entregues à população o trecho leste do Viaduto Padre Cícero e a Estação Juscelino Kubitscheck - a 19ª da Linha Sul do metrô de Fortaleza.

Com a entrega do trecho leste do projeto do viaduto será facilitado o fluxo de veículos entre a avenida José Bastos e a rua Padre Cícero. A três quilômetros e meio do local, entre a rua João Nepomuceno e a avenida João Pessoa, encontram-se em estágio avançado as obras da estação Juscelino Kubitschek, localizada entre as estações Couto Fernandes e Parangaba.

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A maior parte das estruturas principais está concluída, restando a finalização de itens de acabamento, como instalação de luminárias, reboco e pintura em alguns trechos, bem como a construção do entorno. Obras acontecem dia e noite no local. Também encontra-se em construção a Estação Padre Cícero, localizada ao lado do viaduto de mesmo nome.

O projeto inclui a construção de uma passarela que terá acessos para a Estação, nos dois lados da avenida José Bastos, passando por cima da via. No entanto, a Metrofor aguarda resolução de processos de desapropriações no âmbito da Justiça, para que esta passarela comece a ser executada. Enquanto isso, operários atuam na consolidação da estrutura principal. O concreto já está completamente executado. Atualmente, estão em fase de fabricação as estruturas metálicas da coberta desta que será a 20º estação da Linha Sul.

As duas estações a mais na Linha Sul foram acrescentados ao projeto por ocasião do pacote de melhorias de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014, que teve Fortaleza como uma das cidades sede.

NÚMEROS

Todo o projeto do Viaduto Padre Cícero, incluindo intervenções de um lado e outro da José Bastos - ou seja, trechos leste e oeste – está com índice de execução em 65,03%, sob responsabilidade da construtora Trama, ao valor global de R$ 19.934.274,21. O trecho leste é o mais avançado. Já o projeto das duas estações a mais na Linha Sul está com execução de 65,77%, sob responsabilidade do consórcio Petra-Convap, ao valor global de R$ 21.103.573,65. A Estação JK é a mais avançada.

SAIBA MAIS

O trecho leste do Viaduto facilitará o fluxo entre a avenida José Bastos e a Rua Padre Cícero. Com a obra, os carros que trafegam na José Bastos (sentido interior-centro) e desejam passar para a Padre Cícero (em direção à avenida Eduardo Girão), poderão entrar à direita, acessando a alça elevada que liga as duas vias.

A obra também contempla os veículos que trafegam na Padre Cícero (sentido Jardim América-Parquelândia) e desejam entrar na José Bastos. O acesso de nível (isto é, sem elevados ou túneis, na altura do solo) está sendo feito aproveitando trecho da rua José Bastos, ao lado via férrea.

O eixo central do viaduto – que consiste no elevado que dará continuidade à Rua Padre Cícero, passando por cima da José Bastos - também fica pronto na conclusão da parte leste do projeto. No entanto, esse trecho central só poderá ser liberado para passagem de veículos após a conclusão de obras do outro lado da avenida (trecho oeste do projeto do Viaduto)

19.08.2015

Pedro Alves - Assessoria de Comunicação
Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor)
Fixo asscom: (85) 3101 7115
Cel pessoal: (85) 9 9604 7697

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Anunciada automatização da Linha Sul durante visita de secretário das Cidades ao Metrofor

11/08/2015 - O Globo

A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) recebeu nesta segunda-feira (10) a visita do secretário das Cidades do Ceará, Lúcio Gomes, que realizou a primeira reunião de trabalho com a Companhia. Lúcio foi recebido pelo presidente da Metrofor, Eduardo Hotz, e pela equipe de diretores da estatal, que apresentaram os projetos em curso e o cronograma de trabalho para os próximos meses. Entre as ações, foi detalhado o projeto de automatização da Linha Sul do metrô de Fortaleza, cuja contratação foi realizada em julho. "Foi uma reunião muito positiva e que faz parte de uma série de reuniões que estou fazendo com todas as vinculadas da pasta das Cidades. Assim como outros serviços que nós gerenciamos, o metrô sem dúvida é uma atividade de forte impacto na vida da população e essa reunião serviu para iniciar esse acompanhamento que será realizado constantemente", afirmou Lúcio, que tomou posse no cargo no início do mês.

R MetroforA automatização da Linha Sul consiste na implantação do Sistema de Sinalização e Controle de Trens, Tráfego e Energia, que será fornecido e implantado pela empresa MPE Engenharia e Serviços Ltda, ao valor global de R$ 125,6 milhões, que são compostos por recursos do Governo do Estado (21,79%) e da União (78,21%). A ordem de serviço foi assinada no dia 17 de julho e o prazo de execução é de dois anos e meio. "Esse sistema controla, por computador, todos os sistemas operacionais e de segurança da linha metroviária. É um sistema essencial. Ele permite que os trens andem na sua velocidade comercial mais adequada, que atendam à sua programação de trabalho; o sistema ainda permite o menor intervalo possível entre os trens, com a máxima segurança", pontua Eduardo Hotz. "O encontro com o secretário foi altamente produtivo e fundamental para as melhorias no serviço que serão implantadas", completou o presidente do Metrofor

O Sistema de Sinalização e Controle de Trens, Tráfego e Energia é o módulo que permitirá o alcance das capacidades máximas da Linha Sul do metrô de Fortaleza. Ele é composto por um conjunto de equipamentos e softwares capazes de monitorar e controlar automaticamente diversos parâmetros operacionais do metrô. Por isso, esse sistema permitirá o aumento do número de trens elétricos em operação, bem como o aumento da velocidade. Em conjunto com outros módulos, o sistema viabilizará a redução do tempo médio de espera por trens nas estações, que deve cair dos atuais 20 minutos, para até 6 minutos, quando a execução chegar à totalidade. Com isso, haverá uma ampliação significativa na capacidade de transporte de passageiros do metrô de Fortaleza. Além de Lúcio, Hotz e os diretores da Metrofor, participaram da reunião o secretário adjunto da Secretaria das Cidades, Quintino Vieira, e o secretário executivo da pasta, Ronaldo Borges.

Saiba mais:

No início de julho, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) assinou ordem de serviço para outro importante sistema que faz parte dos aprimoramentos da Linha Sul.

AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DO SISTEMA DE SINALIZAÇÃO E CONTROLE DE TRENS, TRÁFEGO E ENERGIA DA LINHA SUL

· Manter uma contínua supervisão da velocidade máxima de operação permitida em cada trecho da via, e impedir que os limites sejam ultrapassados. Com o sistema funcionando plenamente, será possível operar as TUEs (trens unidades elétricas) em até 80 km/h. O limite atual é de 70 km/h.

· Monitorar a distância entre os trens, durante a operação.

· Alinhamento e autorização de rotas dos trens, que será feito a partir do Centro de Controle de Operações (CCO) e dos postos de controle local, com cancelamento automático após a passagem dos trens.

· Bloquear a autorização de eventuais rotas conflitantes.

· Fornecer continuamente aos operadores informações sobre o controle das linhas, tanto em termos de tráfego como de alimentação elétrica.

· Realizar automaticamente a mudança de trilho, através das máquinas de chave eletromecânicas.

· Autonomia total para frear o trem em caso de necessidade.

Assessoria de Comunicação da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos - Metrofor
Pedro Alves / (85) 3101 7115 ou 99604 7697
imprensa@metrofor.ce.gov.br

Giselle Dutra
Gestora de Célula / Secretarias

Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado
Casa Civil
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

VLT do Subúrbio de Salvador: licitação sai em agosto

13/07/2015 - Pregopontocom

O governo do Estado da Bahia lançara no mês de agosto o edital para a construção do novo sistema de VLT "Veículo Leve Sobre Trilhos",que substituirá os velhos e antigos trens que fazem a ligação Parípe/Calçada,e chegara ao Terminal da França no Comércio.A linha atual com 13 km (Calçada/Paripe) terá a partir da inclusão do trecho Calçada/T.da França,18,5 km no total e o sistema devera transportar cerca de 100 mil passageiros/dia. A obra esta orçada em R$ 1.1 bi, com R$ 552 mi do governo federal e R$ 448 mi do Gov. estadual. 

O sistema passara a contar com composições de VLTs com piso baixo,climatização além de reformas das vias férreas,com troca de dormentes,trilhos,das linhas aéreas,subestações de energia,das estações com modernização e o rebaixamento das plataformas de embarque/desembarque,além da implantação de novo sistema de sinalização e controle operacional.O novo serviço que oferecera mais conforto rapides e segurança para os usuários,deverá melhorar em muito o sistema de transportes que atualmente atende de maneira bastante precária a população do Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Fonte: Pregopontocom
Publicada em:: 13/07/2015

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Linha Leste do Metrô: volta da obra sem previsão


Diário do Nordeste - Fortaleza/CE - INTERNACIONAL - 07/07/2015 - 10:57:14

As obras da Linha Leste estavam sendo executadas pelo consórcio formado pelas empresas Cetenco Engenharia e Acciona Infraestructuras
Foto: JL ROSA

Paralisadas há mais de dois meses, as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza não têm previsão de retomada. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), a administração estadual ainda trabalha com três possibilidades para reiniciar os serviços: permitir que a execução seja feita por uma das empresas do consórcio vencedor do processo licitatório; consultar o segundo colocado, para saber se há interesse em assumir o contrato; ou realizar uma nova licitação para o projeto.

As obras da Linha Leste estavam sendo executadas pelo consórcio Cetenco-Acciona, formado pelas empresas Cetenco Engenharia e Acciona Infraestructuras. O consórcio venceu a licitação para o serviço em outubro de 2013, apresentando um orçamento de R$ 2,3 bilhões.

Neste ano, todavia, a pasta considerou que o ritmo dos trabalhos estava aquém do aceitável, e alternativas começaram a ser estudadas. Conforme a secretaria, a Acciona Infraestruturas pediu para continuar sozinha como executora do contrato, mas essa possibilidade foi negada pela Seinfra, após análise técnica e jurídica.

"No entanto, por questão de segurança jurídica e resguardo do interesse público, o pleito foi submetido à apreciação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para conclusão da análise. Tal encaminhamento visou evitar decisões divergentes entre as instâncias do Executivo", destacou a secretaria.

Análise

Embora a questão ainda esteja sob análise da PGE, a Seinfra afirma já estudar os impactos e os custos da convocação do segundo colocado na licitação, o consórcio Mobilidade Urbana, formado pelas empresas Marquise, Queiroz Galvão e Camargo Correia. Caso aceite assumir o contrato, o grupo teria de em igual prazo e nas mesmas condições firmadas com o consórcio Cetenco-Acciona. Os custos para a realização de um novo processo licitatório, com novas empresas concorrendo para executar o serviço, também está sendo avaliado pela Seinfra.

A Linha Leste terá 13 quilômetros de extensão, dos quais 12 quilômetros serão subterrâneos e 1 quilômetro será em superfície. O percurso será feito com trens elétricos, que ligarão o Centro ao bairro Edson Queiroz.

O projeto prevê a construção de onze estações: Estação Catedral, Colégio Militar, Luíza Távora, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2.000, Bárbara de Alencar, CEC e Edson Queiroz.

A previsão da administração estadual é que a linha, quando estiver integrada aos demais modais de transporte, atenda a cerca de 400 mil usuários por dia, em viagens com percurso de 17 minutos. A obra conta com recursos de R$ 1 bilhão por meio do Orçamento Geral da União (OGU), R$ 1 bilhão financiado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de contrapartida de R$ 300 milhões do tesouro estadual.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

VLT para ligar Caucaia ao Pecém pode demorar

21/06/2015 - Diário do Nordeste

Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, o projeto de estudo para um possível novo ramal ferroviário ligando o centro de Caucaia ao Pecém está em processo de execução. Contudo, antes visto como de certa urgência, o empreendimento poderá demorar mais do que se esperava antes para sair do papel, em virtude da nova realidade projetada para o complexo industrial, após o cancelamento da refinaria da Petrobras na região. 

Sem a refinaria, a demanda de possíveis passageiros entre as duas localidades será bem menor que a esperada, o que não geraria tanta urgência pelo equipamento. 

"Mas a descontinuidade da refinaria da Petrobras não matou o projeto do VLT Caucaia-Pecém. Até porque se pensarmos no Cipp (Complexo Industrial e Portuário do Pecém), temos termelétricas, siderúrgica em finalização de obra e que, tão logo comece a funcionar, vai ter uma demanda muito grande de pessoas. Você ajusta o projeto para essa realidade", defende o titula da Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), André Facó. 

Novas premissas 

"Diz-se que o custo de um projeto é função de tempo, escopo do projeto e qual o objetivo que esse projeto vai te entregar. A gente teve um determinado escopo de projeto, com refinaria, siderúrgica e termelétrica em cinco anos. Por causa disso, a pressão de pessoas era grande, o tempo para execução também era grande. O que eu quero dizer com isso é que a gente vai estudar o projeto com novas premissas. Mas esse projeto tem que ser estudado", completa. 

Apesar de estar incluído no PAC 2, o projeto de estudo do ramal Caucaia-Pecém ainda está em fase de ação preparatória. De acordo com André Facó, ele se encontra em fase de atendimento, por parte do Governo do Estado, de alguns condicionantes para que se tenham aprovados os recursos do projeto. 

Início dos estudos 

"Esperamos que, ao longo desse segundo semestre, possamos ter todos os condicionantes atendidos e ter aprovação pra começar os estudos ao longo desses próximos dois anos, um ano e meio", informa o secretário.

Fonte: Diário do Nordeste
Publicada em:: 21/06/2015

VLT - Obras serão retomadas neste mês, diz governo

23/06/2015 - Diário do Nordeste

Até o fim deste mês, uma das três etapas do ramal Parangaba-Mucuripe, que será operado pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), terá sua ordem de serviço emitida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), afirmou o governador do Estado, Camilo Santana, durante evento "Todos Juntos pelo Hub da TAM", na manhã de ontem. Dessa forma, a obra paralisada há 13 meses deve ser retomada em julho. 

Camilo explicou que, para a retomada dos trabalhos, o VLT foi dividido em três trechos. Desses, dois já tiveram as suas licitações homologadas, portanto o reinício das intervenções está mais próximo. "Estamos acelerando os trabalhos. Neste mês, estou cobrando todo dia o meu secretário (André Facó, titular da Seinfra) para emitir a ordem de serviço", garantiu. 

No entanto, destacou o governador, ainda serão necessárias a realização de algumas desapropriações nas áreas por onde o VLT irá passar. O trecho que vai da Parangaba até o Lagamar está praticamente todo desimpedido. Mas, na parte entre a Av. Santos Dumont até o Mucuripe, existe um gargalo justamente no Lagamar. "As negociações para as desapropriações no Lagamar ainda estão em andamento e estão indo bem. Estamos fazendo um esforço muito grande para que tudo possa dar certo", acrescentou o gestor. 

Ele ainda comentou que, apesar de todo o empenho, as intervenções do ramal Parangaba-Mucuripe não são apenas do Governo do Estado. "Não depende só da gente. Tanto que essa é a terceira licitação que estamos fazendo somente para essa obra", ressaltou. 

Mesmo assim, a expectativa dele é que, com a retomada das obras, agora no mês de julho, tudo possa ser concluído até o fim de 2016. 

Consórcio 

O ramal está incluso no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e tem recursos de R$ 276,9 milhões. O consórcio anterior, CPE-VLT, formado pelas empresas Consbem Construção e Comércio Ltda, Construtora Passareli e Engexata, teve seu contrato rompido em maio do ano passado, pelo não cumprimento do prazo. O consórcio deixou a obra, que deveria estar pronta para a Copa do Mundo, com 50% de execução. 

De acordo com a assessoria de comunicação da Seinfra, em abril deste ano, o órgão concluiu a fase de recebimento de propostas para a retomada das obras. 

A intervenção foi dividida em três lotes, ofertados mediante o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), no qual vence a proposta que oferecer maior percentual de desconto sobre o valor fixado e for habilitada em seguida nos quesitos financeiro, jurídico e trabalhista. O processo licitatório encontra-se em fase de consolidação. 

O VLT está com 50% de avanço nas obras e, quando concluído, terá 12,7 quilômetros ligando o Mucuripe à Parangaba. Desta extensão total, serão 11,3 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados.

Fonte: Diário do Nordeste
Publicada em:: 23/06/2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Linha Leste do metrô de Fortaleza pode ser licitada de novo

21/06/2015 - Diário do Nordeste

Com serviços parados há mais de dois meses, a instalação da Linha Leste do Metrô de Fortaleza deverá ter, até o fim deste mês, a definição de como ficará a gestão de suas obras. O governo estadual está insatisfeito com o ritmo dado aos serviços pelo consórcio responsável e já discute uma reestruturação. No momento, três possibilidades são avaliadas, incluindo a realização de uma nova licitação.

"Nós passamos ao longo dos últimos dois meses discutindo com o consórcio vencedor uma reestruturação para dar continuidade ao empreendimento. Estamos finalizando essa rediscussão para tomar uma decisão nesse mês. Até porque, quando terminar junho, vão ser três meses de rediscussões", aponta o secretário André Facó.

De acordo com ele, após a retomada, a obra passará por um novo planejamento. "Imagine que, neste ano, a gente já deveria estar tendo obras há seis meses. Como não tivemos, a gente vai ter que replanejar, para adiantar algumas coisas, colocar novos cronogramas", adianta. O objetivo do governo é permitir que, à medida que a obra for avançando, trechos já possam ir sendo liberados para a população, mesmo que toda a linha não esteja pronta.

Em outubro de 2013, o consórcio Cetenco-Acciona, formado pelas empresas Cetenco Engenharia e Acciona Infraestructuras, venceu a licitação da obra, no valor de R$ 2,25 bilhões.

"O consórcio, contudo, não tem desempenhado na velocidade adequada. Estamos discutindo o que é possível e o que não é possível retomar com a velocidade adequada. Se não for possível, nós vamos tomar medidas que sejam mais duras", diz.

Possibilidades

O secretário trabalha com três possibilidades: continuar com o atual consórcio, caso o ritmo das obras avance; chamar os demais participantes da licitação que contratou a Centenco-Acciona, seguindo o previsto na legislação; ou, em última instância, iniciar uma nova licitação.

"Nenhuma dessas alternativas pode ser descartada. Todas elas geram impactos. Isso tem que ser feito de forma muito segura, não só olhando a questão legal, mas observando alguns problemas de economicidade que o Estado poderá ter que enfrentar. Qual o impacto de permanecer o consórcio que está, o de chamar o segundo colocado e o impacto de relicitar. Como geram impactos diversos, a gente tem estudado isso com muita calma, muito critério". Em virtude dessa indefinição, Facó diz que ainda não é possível afirmar quando a obra será retomada.

Recursos

Além do problema com o consórcio, o empreendimento também poderá sofrer reavaliação em virtude da atual situação financeira da União, que é financiadora do projeto, o qual está incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

A Linha Leste conta com recursos de R$ 1 bilhão por meio do Orçamento Geral da União (OGU), a fundo perdido (isso é, o Estado não terá que pagar o valor futuramente), R$ 1 bilhão financiado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 300 milhões de contrapartida do Tesouro do Estado.

"Tem a questão de a gente analisar o que esse novo momento vai gerar no equacionamento financeiro, no fluxo financeiro desse empreendimento", considera o secretário.

Com 12,4 Km de extensão, a Linha Leste do metrô prevê a construção de 11 estações: Sé, Colégio Militar, Luiza Távora, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2000, Bárbara de Alencar, CEC e Edson Queiroz. A linha subterrânea seguirá pela Av. Santos Dumont em boa parte do trajeto.