sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Fase de testes do Metrô já dura mais de 2 anos sem data para acabar

28/08/2014 - O Povo - Fortaleza


Seu Francisco Edilson, 49, aproveita o "friozinho" do Metrô de Fortaleza (Metrofor) duas vezes por semana. Às sextas-feiras, ele vai ajeitar o jardim do chefe, na Parangaba, mas, nas quartas, o senhor sai do bairro Ancuri, de ônibus, e vai até a estação no Benfica só para passear. Elevai e vem até a estação Carlito Benevides, que é o final da linha Sul em Maracanaú, só admirando a cidade.

Em dois anos, Edilson já acumula 64 viagens, contabilizadas em um papel afixado na parede de casa. Viajar no metrô, que ele sempre "quis alcançar", é uma diversão que vai durar até acabar o período de operação assistida, quando o serviço deixa de ser de graça e estende os horários – hoje, funciona de 8h às 12horas. "Enquanto eles não colocam para pagar, eu vou testando também", comenta o jardineiro.

Com início em junho de 2012, a operação assistida, ou fase de testes, segundo a assessoria de imprensa do Metrofor, espera por licitação para equipamentos de "de sinalização, de controle, de ventilação e de bilhetagem", no valor de "R$ 187 milhões", e ainda permanece sem data para acabar. Com o início da operação comercial, o tempo de espera entre um trem e outro cairia de 30 minutos para cinco e o horário de funcionamento será das 5h30 às 23 horas.

Enquanto espera a nova fase do transporte, Edilson tem esperança de passar das 100 viagens de graça, mas a opinião do jardineiro não é compartilhada pela maioria. Para a universitária Mirian Vasconcelos, 21, que sai do Conjunto Jereissati II com direção ao Centro, o horário de funcionamento atual é inconveniente. "Saio 6h da manhã de casa para pegar um ônibus e ainda chego atrasada. Se fosse num horário mais cedo, seria ótimo. Deviam colocar logo para gente pagar", opina a estudante que só utiliza o serviço quando a aula da faculdade termina mais cedo e ela consegue ir até o emprego, em Parangaba, de metrô.

Com viagem confortável e rápida - leva-se em média de 35 a 40 minutos para percorrer os 24 km da linha sul que liga a estação Chico da Silva, no Centro, à Carlito Benevides, em Maracanaú -, o Metrofor é elogiado pela massoterapeuta Rose Fernandes, 43. "Isso é tão bom que nem parece transporte público", afirma, mantendo, contudo, algumas ressalvas. "Essa demora em estender os horários e passar a cobrar passagem só pode ser para beneficiar os empresários de ônibus. Quem deixaria de pegar um metrô para andar num ônibus quente e lotado?", questiona.

A comodidade também é elogiada pela autônoma Fátima Monteiro, umas das 11 mil pessoas que circulam diariamente no Metrofor. "Saio da quentura do Centro e chego em casa bem geladinha. É bom demais, devia ser era o dia todinho", conta, na torcida de que a operação comercial comece logo.

Saiba mais

Segundo a assessoria do Metrofor, o serviço será integrado ao sistema de transporte público existente, "sendo definido posteriormente como se dará a integração sobre o preço das passagens".

Espera-se que,quando integrado aos demais sistemas metroferroviários e de ônibus, 355 mil passageiros circulem diariamente no Metrofor.

Duas das 20 estações na Linha Sul ainda estão em obras. A Padre Cícero (localizada atrás do campo do Ceará) e a Juscelino Kubitschek (próxima ao Bar Avião, na avenida João Pessoa) "entraram no PAC da Copa para mobilidade e estão sendo construídas, devendo ser finalizadas no início do ano que vem".

Durante a viagem de ida e volta, a reportagem verificou que os alertas sonoros e luminosos, avisando em que ponto a viagem está, não estavam funcionando.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Suspensa liminar que barrava licitação da Linha Leste

05/08/2014 - CNews - CE

O presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido, suspendeu decisão que obrigava o Estado a incluir novamente em processo licitatório o Consórcio Engecorps/KL/Typsa, que não atendeu às exigências do edital. A licitação tem como objetivo contratação de serviços técnicos especializados para o gerenciamento, supervisão e apoio técnico das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza.

Segundo os autos, a Comissão Central de Concorrências do Estado declarou a inabilitação do grupo, formado pelas empresas Engecorps Engenharia S/A, KL Serviços de Engenharia S/A e Técnica y Proyectos S/A - Typsa, por descumprimento às regras do edital referentes à qualificação técnica. O itens não atendidos eram, principalmente, relativos à capacitação técnico-profissional da empresa Typsa.

Por esse motivo, o consórcio ajuizou ação, com pedido liminar, requerendo a suspensão do ato administrativo na parte da inabilitação. No dia 25 de junho de 2014, o juiz Carlos Augusto Gomes Correia, titular da 7ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza, concedeu a medida. Suspendeu o ato de inabilitação e determinou a participação do consórcio na fase posterior do processo licitatório, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Inconformado, o Estado interpôs pedido de suspensão de liminar no TJCE. Disse que a decisão causa grave lesão à economia e à ordem pública administrativa. Além disso, impede o regular seguimento da licitação com a participação somente das empresas que cumpriram os requisitos editalícios.

Ao analisar o caso nessa sexta-feira (1º/08), o presidente do TJCE deferiu o pedido de suspensão da liminar até o trânsito em julgado da sentença. 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Deputada fala dos problemas do Metrô de Fortaleza na Assembleia

26/03/2014 - Assembleia Legislativa do Ceará

Entre os problemas detectados, citou a falta de ar-condicionado; trens lotados, com idosos e mulheres grávidas em pé; trens quebrados; atrasos e uma total incerteza de horários da chegada de trens

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (26/03), a deputada Fernanda Pessoa (PR) pediu uma mobilização com a bancada federal do Ceará para a aprovação do projeto de lei 6.876/2010. A matéria, de autoria da deputada federal Gorete Pereira (PR-CE), altera o artigo 103-C da Lei 10.233/2001. Segundo Fernanda Pessoa, essa lei de 2001 alterou a 9.603/98, que garantia aos empregados transferidos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para o Metrofor, os recursos integrais para pagamento dos salários, vantagens e benefícios até dezembro de 2001.

A parlamentar disse que, desde 2006, os recursos deixaram de ser integrais e passaram a ser repassados por meio de aditivos. "E, estes aditivos nunca mais foram repassados de maneira integral, como determinava a lei 9.603/98. Como o repasse deixou de ser integral, o Metrofor passou a adotar a política salarial dos servidores do estado, o que vem causando enormes prejuízos aos empregados transferidos em 2002", ressaltou.

A parlamentar republicana informou ainda que durante visita feita às linhas de metrô de Fortaleza com a deputada Eliane Novais (PSB), além das questões trabalhistas e das péssimas condições de trabalho dos metroviários, foram constatadas a falta de estrutura das estações e dos trens. "Pegamos os trens, tanto na Linha Sul como na Linha Oeste, descemos nas estações, conhecemos as instalações das estações; conversamos com os funcionários e vimos in loco a situação do Metrô de Fortaleza e dos funcionários", pontuou.

Entre os problemas detectados, citou a falta de ar-condicionado; trens lotados, com idosos e mulheres grávidas em pé; trens quebrados; atrasos e uma total incerteza de horários da chegada de trens, já que frequentemente ficam rodando apenas dois trens, após os outros terem apresentado problemas. A deputada observou ainda que não há rampa em nenhuma das estações subterrâneas. Há elevadores e escadas rolantes, porém, os geradores não estão funcionando. "Caso falte energia, esses equipamentos não funcionam", pontuou.

Além disso, foi encontrado, segundo ela, problemas na infraestrutura das estações, e citou como exemplo, pisos alagados dentro da estação, nas partes cobertas, sem nenhuma sinalização, podendo ocasionar acidente.

Em aparte, se manifestaram os deputados Heitor Férrer (PDT), João Jaime (DEM), Antonio Carlos (PT) e Júlio César Filho (PTN). Heitor lamentou "que depois de tanto tempo e de investimentos maciços o metro tenha a qualidade descrita pela senhora". Jaime pontuou que as informações podem servir de subsídio ao debate sobre mobilidade urbana pelo Bloco de Oposição, criado na Casa. Antonio Carlos registrou a existência de um trem parado, no Bairro de Fátima, "pegando sol e chuva".

Julio César Filho, vice-líder do Governo, informou que o engenheiro Rômulo Fortes, presidente do Metrofor, já se colocou à disposição para dar explicações sobre o assunto. O parlamentar ressaltou que a Linha Sul ainda está em fase de testes e garantiu que quando for entregue à sociedade os problemas estarão sanados.

Fonte: Assembleia Legislativa do Ceará 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Linha Oeste do Metrofor: Assembleia autoriza financiamento para modernização

22/02/2014 - Governo do Ceará 

A Linha Oeste do Metrô de Fortaleza, que liga a Capital ao município de Caucaia, será modernizada para atender de forma adequada a uma demanda estimadade 337 mil passageiros por dia até 2020

A Assembleia Legislativa do Estado, em sessão ordinária, autorizou nesta quinta-feira (22), o pedido de financiamentojunto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 579 milhões para ofinanciamento dos serviços de eletrificação e duplicação da Linha. A Linha Oeste do Metrô de Fortaleza, que liga a Capital ao município de Caucaia, será modernizada para atender de forma adequada a uma demanda estimadade 337 mil passageiros por dia até 2020, com previsão de integração intermodal nas estações. O investimento fazparte do PAC 2- Mobilidade Urbana e será complementado ainda com R$ 610 mil do Orçamento Geral da União(OGU) e R$ 30,5 milhões de contrapartida do Governo do Estado, totalizando R$ 1,2 bilhão. Uma vez autorizadoo financiamento, já priorizado pelo BNDES, o Governo do Estado, mediante a Secretaria da Infraestrutura doEstado (Seinfra) e sua vinculada, Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), darãocontinuidade ao processo com o envio de relatórios técnicos detalhados do projeto.

As obras civis de eletrificação e duplicação da via permanente ao longo dos seus 19,5 km de extensão (sendo 1,1 km em elevado e18,4 km em superfície), instalação de sistemas fixos de eletrificação, sinalização e telecomunicações, construção de um centroscontrole e de manutenção, implantação de 10 Trens Unidades Elétricas (TUEs), construção de 13 estações, urbanização do entornodas estações, construção de túneis, pontes, passarelas de pedestres, viadutos ferroviários e rodoviários e acessos além detreinamento de pessoal e manutenção do sistema, entre outros serviços.

A modernização da Linha Oeste contempla a construção de 13 estações, sendo 10 em superfície: Floresta, Padre Andrade, SãoMiguel, Parque Albano, Conjunto Ceará, Jurema, Araturi, Nova Metrópole, Parque Soledade e Caucaia, e três em elevado: ÁlvaroWeyne, Antônio Bezerra e Francisco Sá. O material rodante será constituído de 10 TUEs, cada um composto por seis carros com ar-condicionado.

A Linha Oeste do Metrô de Fortaleza já recebeu melhorias nos últimos sete anos com serviços como a construção do viaduto sobre a rua Visconde de Cauípe, de 50 metros, a reforma das suas atuais 9 estações de passageiros,a remodelação de 31 carros e quatro locomotivas bem como a implantação, manutenção e substituição de peçase dormentes ao longo de sua via permanente. O investimento foi da ordem de R$ 80 milhões. Foram reformadasas seguintes estações: Álvaro Weyne, Padre Andrade, Antônio Bezerra, São Miguel, Parque Albano, ConjuntoCeará, Jurema, Araturi e Caucaia.

Uma vez completo, O Metrô de Fortaleza com a Linha Oeste remodelada e eletrificada, integrada com as LinhasSul – já em operação assistida - e Linha Leste – em implantação - abrangerá os municípios de Fortaleza,Caucaia, Maracanaú, e Pacatuba. O projeto trará grande impacto sobre a mobilidade urbana do município deFortaleza, aumentando a acessibilidade da população, gerando fluidez no trânsito e diminuindo pontos deengarrafamento em regiões críticas da cidade, com durabilidade, segurança e conforto.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Seinfra/Governo do Ceará 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

1º estação de Fortaleza será desativada

09/01/2014 - Diário do Nordeste

Após 141 anos de história, a Estação Ferroviária João Felipe, a primeira de Fortaleza, que fica localizada no Centro da cidade, será desativada na próxima segunda-feira (13). A partir desse dia, os oito mil passageiros que passam pelo espaço diariamente farão seu embarque e desembarque através de uma estação provisória, localizada no fim da Rua Padre Mororó.

Na área onde hoje estão os trilhos será construído um percurso subterrâneo para a Linha Leste da Companhia do Metrô de Fortaleza (Metrofor). O projeto de escavação atingirá parte do terreno próximo aos trilhos da Linha Oeste, que faz parte da Estação João Felipe.

Após vários anos utilizando aquela estação ferroviária durante o seu deslocamento de casa para o trabalho, o mestre de obras Osmar Batista vai ter que fazer um caminho diferente. "No começo vai ser muito esquisito, pois esse lugar faz parte da nossa vida", admitiu.

Osmar Batista também destacou que com o passar dos anos faltou manutenção para aquele espaço. A sujeira, além da falta de cuidado, acaba prejudicando parte da aparência do local, que ainda dispõe de uma bela estrutura. Ele espera que todo esse lugar possa ser revitalizado e, consequentemente, utilizado pela população.

A empregada doméstica Antônia Cláudia Moura não concorda com a desativação da João Felipe, devido à sua história. "Um local como esse deve ser usado pra sempre".

Agora, ela teme que a estação provisória não possa comportar o número de passageiros que passam todos os dias pela Linha Oeste. "Será que um local provisório vai conseguir aguentar toda essa gente que passa por aqui", perguntou Antônia Cláudia.

Para que os passageiros possam ficar sabendo da mudança, a assessoria do Metrofor informou que existem equipes orientando as pessoas sobre as mudanças que acontecerá na próxima semana. A estação provisória fica no fim da Rua Padre Mororó, ao lado da Estação Chico da Silva, que faz parte da Linha Sul do metrô de Fortaleza.

No local onde ficará a estação provisória, é possível observar que ainda existe muito trabalho a ser feito até a próxima segunda-feira. Na tarde de ontem, a estrutura ainda estava sendo montada pelos operários. Até agora, apenas as barras de ferro que farão parte da estrutura e os tijolos que vão ficar no chão.

Projeto

De acordo com o Metrofor, existe um projeto do governo do Estado para transformar aquela área da estação ferroviária em um equipamento cultural com a criação de museus, restaurantes e praças. Porém, até agora, ainda não há uma data para o início desse plano.

A Linha Leste do metrô de Fortaleza, que tem a sua construção como o motivo para a desativação da João Felipe, é um projeto orçado em cerca de R$ 3,5 bilhões. Uma linha totalmente subterrânea com traçado de 12,4 quilômetros de extensão. A obra fará a ligação entre o Centro, partindo da estação Chico da Silva, até o Fórum Clovis Bevilaqua, no bairro Edson Queiroz.

Equipamento foi o 1º erguido em Fortaleza

A primeira estação ferroviária de Fortaleza teve a sua construção iniciada em 1871 e, na época, chamava-se Estrada de Ferro de Baturité. Nesse mesmo ano, a primeira locomotiva da estrada de ferro, batizada de Fortaleza, chegou à Capital. Após dois anos, aconteceu a inauguração da Estação Central, como também ficou conhecida. Somente sete anos mais tarde foram construídos o Chalé da Diretoria e Oficinas.

Em 1880, o espaço foi reinaugurado depois de passar por alterações definitivas num projeto do engenheiro Henrique Flogare. A reforma do prédio foi executada com mão de obra de retirantes da seca do ano de 1877. O terreno era da sesmaria de Jacarecanga de procedência da família Torres. A estação passou por uma segunda reforma em 1922, por ocasião do centenário da independência brasileira.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

1º estação de Fortaleza será desativada

09/01/2014 - Diário do Nordeste
 
Após 141 anos de história, a Estação Ferroviária João Felipe, a primeira de Fortaleza, que fica localizada no Centro da cidade, será desativada na próxima segunda-feira (13). A partir desse dia, os oito mil passageiros que passam pelo espaço diariamente farão seu embarque e desembarque através de uma estação provisória, localizada no fim da Rua Padre Mororó.
 
Na área onde hoje estão os trilhos será construído um percurso subterrâneo para a Linha Leste da Companhia do Metrô de Fortaleza (Metrofor). O projeto de escavação atingirá parte do terreno próximo aos trilhos da Linha Oeste, que faz parte da Estação João Felipe.
 
Após vários anos utilizando aquela estação ferroviária durante o seu deslocamento de casa para o trabalho, o mestre de obras Osmar Batista vai ter que fazer um caminho diferente. "No começo vai ser muito esquisito, pois esse lugar faz parte da nossa vida", admitiu.
 
Osmar Batista também destacou que com o passar dos anos faltou manutenção para aquele espaço. A sujeira, além da falta de cuidado, acaba prejudicando parte da aparência do local, que ainda dispõe de uma bela estrutura. Ele espera que todo esse lugar possa ser revitalizado e, consequentemente, utilizado pela população.
 
A empregada doméstica Antônia Cláudia Moura não concorda com a desativação da João Felipe, devido à sua história. "Um local como esse deve ser usado pra sempre".
 
Agora, ela teme que a estação provisória não possa comportar o número de passageiros que passam todos os dias pela Linha Oeste. "Será que um local provisório vai conseguir aguentar toda essa gente que passa por aqui", perguntou Antônia Cláudia.
 
Para que os passageiros possam ficar sabendo da mudança, a assessoria do Metrofor informou que existem equipes orientando as pessoas sobre as mudanças que acontecerá na próxima semana. A estação provisória fica no fim da Rua Padre Mororó, ao lado da Estação Chico da Silva, que faz parte da Linha Sul do metrô de Fortaleza.
 
No local onde ficará a estação provisória, é possível observar que ainda existe muito trabalho a ser feito até a próxima segunda-feira. Na tarde de ontem, a estrutura ainda estava sendo montada pelos operários. Até agora, apenas as barras de ferro que farão parte da estrutura e os tijolos que vão ficar no chão.
 
Projeto
 
De acordo com o Metrofor, existe um projeto do governo do Estado para transformar aquela área da estação ferroviária em um equipamento cultural com a criação de museus, restaurantes e praças. Porém, até agora, ainda não há uma data para o início desse plano.
 
A Linha Leste do metrô de Fortaleza, que tem a sua construção como o motivo para a desativação da João Felipe, é um projeto orçado em cerca de R$ 3,5 bilhões. Uma linha totalmente subterrânea com traçado de 12,4 quilômetros de extensão. A obra fará a ligação entre o Centro, partindo da estação Chico da Silva, até o Fórum Clovis Bevilaqua, no bairro Edson Queiroz.
 
Equipamento foi o 1º erguido em Fortaleza
 
A primeira estação ferroviária de Fortaleza teve a sua construção iniciada em 1871 e, na época, chamava-se Estrada de Ferro de Baturité. Nesse mesmo ano, a primeira locomotiva da estrada de ferro, batizada de Fortaleza, chegou à Capital. Após dois anos, aconteceu a inauguração da Estação Central, como também ficou conhecida. Somente sete anos mais tarde foram construídos o Chalé da Diretoria e Oficinas.
 
Em 1880, o espaço foi reinaugurado depois de passar por alterações definitivas num projeto do engenheiro Henrique Flogare. A reforma do prédio foi executada com mão de obra de retirantes da seca do ano de 1877. O terreno era da sesmaria de Jacarecanga de procedência da família Torres. A estação passou por uma segunda reforma em 1922, por ocasião do centenário da independência brasileira.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Metrô de Fortaleza: Dilma pode dar ordem de serviço da Linha Leste

03/11/2013 - Diário do Nordeste

Com visita programada ao Ceará na próxima quinzena do mês, a presidente Dilma Rousseff deverá dar a ordem de serviço para as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza e sobrevoar as obras da transposição do Rio São Francisco no Estado.

Foto: Alex Costa
Além disso, ela poderá, também, participar de uma cerimônia de assinatura do Termo de Compromisso entre o Governo do Estado e a Petrobras para a Reserva Indígena Anacé, uma das condicionantes para a aprovação do projeto da Refinaria Premium II para a Funai.

A vinda da presidente foi confirmada por fonte ligada ao Governo do Estado, mas a data exata ainda não está definida. A assessoria de imprensa da Presidência da República só possui agenda programada para a presidenta até o próximo dia 10, mas há informações, segundo publicado ontem pelo jornal Valor Econômico, de que esta visita seria feita nos dias 21 e 22 deste mês. A fonte informou que a agenda ainda está sendo montada pelo Governo do Estado.

As possibilidades de programação serão apresentadas à Presidência da República, que irá fazer a definição. A prioridade para o governo seria a linha do metrô. As obras, orçadas em R$ 2,25 bilhões, configurando o maior investimento público da história do Ceará, tiveram seu contrato assinado no último dia 11 de outubro pelo governador Cid Gomes com o consórcio vencedor, formado pelas empresas Cetenco Engenharia e Acciona Infraestructuras.

A previsão, então, era de que essa ordem saísse até o fim do mês passado, mas tudo indica que o governador resolveu segurar a cerimônia para contar com a presença de Dilma.

Por Sérgio de Sousa
Informações: Diário do Nordeste